Novo artigo sobre audiodescrição

Saiu meu novo artigo no Dossiê de Tradução Audiovisual da revista Trabalhos em Linguística Aplicada: “Audiodescrição sem pudores: acessibilidade aplicada a cenas eróticas e sensuais do filme Praia do Futuro”.

https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/issue/view/1411

Analiso algumas cenas eróticas do filme Praia do Futuro e as lindas escolhas feitas pelas audiodescritoras brasileiras. Um trabalho bacana.

praiadofuturo

 

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Oficina: Acessibilidade na Comunicação: conhecendo os recursos e ferramentas com Kemi Oshiro

QUINTA-FEIRA: 26/10/2018 (14h às 18h)

LOCAL: UNESP-BAURU/ FAAC- Central de Laboratório de Informática /Mundo Perdido (LAB 03)

35 VAGAS

Inscrições GRATUITAS pelo e-Mail: lucinea@rocketmail.com

Organização do evento: Grupo de Pesquisa MATAV (Mídia Acessível e Tradução Audiovisual)

Ofineira: Kemi Oshiro (OVNI Acessibilidade Universal – Porto Alegre-RS)

Durante a oficina, os participantes poderão compreender melhor a temática da acessibilidade na comunicação. Serão apresentadas ferramentas existentes e como melhor aplicá-las em uma comunicação eficaz. A partir de exemplos, haverá exercícios práticos com audiodescrição.

Kemi Oshiro é formada em Jornalismo pela PUCRS desde 2006. Em 2014, concluiu um Máster em Estudos em Cinema e Audiovisual Contemporâneos, na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona – Espanha. Foi capacitada a atuar em projetos de audiodescrição por Viviane Sarraf, de São Paulo/SP, na Fundação Dorina Nowill para Cegos em 2012 e em 2015, formou-se na primeira turma de Especialização em Audiodescrição, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Tem experiência em produção, narração e roteiro de audiodescrição para eventos ao vivo (teatro, exposições, espaços expositivos, fóruns e seminários, entre outros) e produtos audiovisuais gravados (animações, filmes publicitários, ficções e documentários em curta-metragem). Atualmente é graduanda em Letras, no Bacharelado em Tradução e Interpretação Português – Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e aluna da Especialização em Legendagem para Surdos e Ensurdecidos, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Além disso, é produtora, apresentadora de TV, locutora de rádio e ledora. Cinéfila inveterada, atriz nas horas vagas, gosta de correr e de escutar Ramones. Seu vício é brigadeiro, mas, acima de tudo, viajar.

 

Divulgação Oficina

 

Palestra de Leandra Migotto Certeza

A jornalista Leandra Migotto Certeza, jornalista de São Paulo, foi convidada pelo grupo MATAV para apresentar a palestra “Acessível para quem?: O papel dos profissionais de comunicação em busca de uma mídia realmente inclusiva” no módulo de Especialização “Linguagem, Cultura e Mídia”, ministrado pela docente Profa. Dra. Lucinéa Villela. A palestra ocorreu no dia 21 de outubro com participação dos alunos do curso de Lato Sensu.

Durante a palestra, a jornalista e blogueira, que nasceu com uma deficiência rara conhecida como “ossos de cristais”, contou de forma descontraída sua trilha para se formar em Jornalismo e atuar profissionalmente em revistas segmentadas. Houve grande participação dos discentes nas duas horas de bate papo com Leandra.

Sua batalha de décadas desde sua infância até ser reconhecida no meio profissional serve de exemplo para todas as pessoas com deficiência que possuem um sonho de cursar uma universidade e seguir a profissão de seus sonhos.

Além da palestra, a jornalista também deu duas entrevistas na TV UNESP.

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Chamada de Trabalhos Livro MATAV

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Nesses três anos de história do MATAV, realizamos muita coisa: estudos de teorias e técnicas, cursos e oficinas, produtos, áudio descrições, legendagem para surdos e ensurdecidos, dois eventos próprios, construímos um blog e uma página no Facebook.

Chega, então, o momento de registrar nossas produções. Por meio desta circular, abrimos oficialmente a chamada para trabalhos de nosso primeiro livro do grupo MATAV.

O livro deve ser composto por capítulos que abordem discussões teóricas e práticas sobre a produção acessível para pessoas com deficiências auditivas e visuais.

O convite é feito especialmente para os colaboradores do MATAV que estiveram envolvidos nos projetos desde seu início, mesmo que hoje não façam mais parte oficialmente do grupo. A ideia é que a memória de nossos projetos e discussões seja registrada.

Convidamos com muito prazer também colaboradores externos (docentes, pesquisadores, profissionais da área de acessibilidade etc.), que mesmo que não sejam do grupo, atuem na área de acessibilidade audiovisual, entretenimento e cultura.

Informações completas com prazos e formatação dos textos em anexo (pdf)

Chamada para elaboração de capítulos do livro do MATAV

DATAS IMPORTANTES

-Envio do resumo capítulo: 05/07/2016

– Envio do capítulo completo: 15/08/2016

– Publicação livro: até final de 2016 ou primeiro semestre de 2017.

Encaminhar o resumo para Lucinéa Villela, e-mail lucinea@rocketmail.com

Aplicativos de acessibilidade para deficientes auditivos

phone-36271_960_720Em meio a grande oferta atual de aplicativos que ampliam as funções de celulares e tablets, existem aqueles cuja missão é totalmente voltada para a promoção da acessibilidade para as pessoas com deficiências sensoriais. Tais aplicativos podem ser encontrados, de forma gratuita ou em versão paga, nas lojas de App’s ou até por meio de uma rápida busca na internet. Mas o problema é que eles não são muito conhecidos pela grande maioria da população.

A ADAP então fez uma pesquisa e listou a seguir os aplicativos que encontrou e que podem ser úteis às pessoas com deficiência auditiva, ao facilitarem algum aspecto do seu dia a dia com a promoção da acessibilidade. A lista terá um caráter aberto e colaborativo, ou seja, basta vocês nos escreverem se conhecerem mais algum aplicativo desse tipo, que adicionaremos a sugestão aqui.

Além disso, alguns dos app’s acessíveis já ganharam matérias próprias, como essa com os melhores aplicativos que substituem a função das chamadas telefônicas. Outros app’s mencionados aqui podem não terem sido criados exclusivamente para a promoção da acessibilidade, mas oferecem opções que muito auxiliam as pessoas com deficiência auditiva, como o famoso WhatsApp e seus concorrentes de envio de mensagens textuais instantâneas, ou o app do serviço Netflix, que oferece muitos filmes com legendas.

E há também marcas de aparelhos auditivos ou de Implante Coclear que possuem seus próprios aplicativos de treinamento auditivo (nesses casos, consulte a marca de seus aparelhos para conhecer a disponibilidade desses produtos).

Agora, chega de mais delongas! Confira a seguir a lista de aplicativos acessíveis:

Play It Down – App feito para todos, independentemente de se ter ou não deficiência auditiva. Simula como uma pessoa surda ouve uma música de acordo com o grau de perda auditiva, e também funciona como medidor de decibéis para alertar sobre ambientes muito barulhentos e nocivos aos ouvidos. Disponível gratuitamente para iPhone e iPad.

TuneWiki – App que também não foi feito só para deficientes auditivos, mas, assim como o Netflix (que fornece legendas para filmes), o TuneWiki nos apresenta a letra da música que estamos ouvindo, auxiliando quem não tem compreensão auditiva sem leitura labial. Disponível gratuitamente para celulares que tenham Android ou o sistema iOS na versão 5.0.

Dragon Dictation – Outro aplicativo que não foi feito só para pessoas com deficiência sensorial, mas que funciona como um transcritor de palavras: escreve na tela tudo que está sendo dito por alguém ao alcance do celular e, com isso, pode ajudar deficientes auditivos a compreender os sons. Disponível gratuitamente para iPhone e iPad.

VoxTraining – App de treino de voz, por meio de um jogo lúdico, com vários ajustes e opções. Custa   quinze dólares e está disponível no iTunes para iPhone, iPad and iPod Touch.

MovieReading – App que fornece legendas e audiodescrição para filmes. Confira matéria da ADAP sobre ele aqui. Disponível gratuitamente para celulares que tenham Android ou o sistema iOS.

WhatsCine – Tem a mesma função que o MovieReading, com a diferença de que possui acessibilidade também em LIBRAS para os filmes escolhidos. A desvantagem é que o cinema também precisa ter um equipamento para a sincronização com o aplicativo. Disponível gratuitamente para celulares que tenham Android ou o sistema iOS.

TV Louder – App que funciona como um amplificador pessoal, transmitindo o aumento do volume da TV apenas para os fones de ouvido conectados no celular. Custa dez dólares e está disponível na App Store para iPhone, iPad and iPod Touch.

TAP TAP – App que faz o celular vibrar e piscar ao detectar algum som ambiente, como o de porta batendo, campainhas e detectores de incêndio. Os alertas são reguláveis de acordo com os ajustes do usuário. Custa três dólares e está disponível na App Store para iPhone, iPad and iPod Touch.

Projeto Ludwig – App que tem por objetivo reproduzir músicas por meio de vibrações. É o único dessa lista que ainda não está disponível para compra. A previsão de lançamento é para dezembro de 2016.

HandTalk – Para os surdos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e também para aqueles que querem se comunicar com eles mesmo não tendo o conhecimento da LIBRAS, esse app é um tradutor simultâneo dos dois idiomas. Disponível gratuitamente no Google Play ou na Apple Store.

ProDeaf – Tradutor simultâneo de LIBRAS-Português, com funções parecidas com as do HandTalk. Confira matéria da ADAP sobre ele aqui. Disponível gratuitamente na Play Store ou na Apple Store.

Suíte VLibras – conjunto de softwares públicos, incluindo um aplicativo tradutor LIBRAS-Português, que está disponível gratuitamente na Google Play e na Apple Store.

AutoVerbal Pro Talking Soundboard – App que pode auxiliar a comunicação de pessoas com vários tipos de deficiências, através da opção de se expressar por voz eletrônica ou imagens. Custa quinze dólares e está disponível na App Store para iPhone, iPad e iPod Touch.

* Algumas sugestões de aplicativos dessa lista tiveram seus nomes retirados dos sites Crônicas da Surdez e Folha de São Paulo.

* Crédito da imagem: Pixabay.

* Por Ana Raquel Périco Mangili. Matéria cedida pela parceria com a ADAP (Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear). Confira o texto originalmente publicado aqui.