DESEJOS PARA 2019!

O grupo MATAV continuará a defender em 2019 o direito ao acesso irrestrito e igualitário a todo conteúdo audiovisual para pessoas com deficiências visuais e auditivas.

Nossa forma de RESISTÊNCIA contra o preconceito, ignorância e intolerância sempre será produzir cada vez mais legendas descritivas, audiodescrições e diversas formas de acessibilidade para nossos usuários e parceiros.

Desejamos a todos um Novo Ano repleto de coragem, alegria e disposição para tornar o mundo audiovisual cada vez mais inclusivo.

 

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#PraCegoVer: Na primeira fotografia colorida há oito membros do MATAV no meio do palco do Teatro Municipal de Bauru. Todos estão vestidos com camisetas pretas de manga curta com a logomarca do MATAV no centro da camiseta. O grupo todo sorri e olha para frente. À direita da imagem há uma cortina preta e no fundo, à direita do grupo, aparecem alguns instrumentos de percussão.
Na segunda fotografia colorida há nove jovens com vendas pretas que sorriem para fazer pose para uma selfie. Eles estão em pé, alguns gesticulam as mãos para a câmera em uma sala de aula com paredes brancas e carteiras ao fundo.
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Acessibilidade é o tema da Semana do Tradutor/2018 – Unesp/IBILCE

semanadotradutor

A tradicional Semana do Tradutor, organizada anualmente pelos alunos e professores de Tradução da Unesp de São José do Rio Preto terá como tema este ano: ˜Caminhos da acessibilidade: o papel sociocultural da tradução”.

Nossa querida colega Bell Machado estará por lá falando de audiodescrição.

Curtam, participem e inscrevam-se!

 

https://38semanadotradutor.wixsite.com/unesp

 

 

 

#PraCegover é incentivo para a acessibilidade nas redes sociais

 A partir deste mês o Blog do MATAV incluirá as descrições de imagens postadas nos posts. Adoraremos a #paratodosverem.

Leiam a matéria feita pela Juliana Gonzalez sobre o início da campanha #paracegover.

A criadora do projeto #PraCegover é a professora Patrícia Silva de Jesus, ou como prefere ser chamada, Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva. A iniciativa da professora baiana teve início em 2012 através da hashtag no facebook, que se espalhou pelas redes sociais e deixou muita gente curiosa. A ideia era fazer os videntes se darem conta de que as pessoas com deficiência visual também utilizam as redes e têm direito de acesso aos conteúdos visuais, já que os leitores de tela ou linhas de Braille leem apenas a parte textual. Desse modo incentiva-se a criação de legendas descritivas das imagens com a hashtag #PraCegover, tornando o seu conteúdo mais inclusivo.

 

  Em sua página do facebook, Patrícia dá algumas dicas valiosas para a descrição das imagens nas redes sociais:

  1. Coloque a hashtag #PraCegoVer.
  2. Anuncie o tipo de imagem: fotografia, cartum, tirinha, ilustração…
  3. Comece a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo [a ordem natural de escrita e leitura ocidental]
  4. Informe as cores: Fotografia em tons de cinza, em tons de sépia, em branco e preto [se a foto for colorida, não precisa informar “fotografia colorida”, porque você vai dizer as cores dos elementos da foto na descrição e a indicação ficará redundante. Se você já vai dizer que a moça está de casaco vermelho, ao lado de flores amarelas, não preciso dizer que a foto é colorida].
  5. Descreva todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passo para o próximo ponto, criando uma sequência lógica.
  6. Descreva com períodos curtos [se posso falar com 3 palavras, não vou usar 5].
  7. Comece pelos elementos menos importantes, contextualizando a cena, e vá afunilando até chegar ao clímax, no ponto chave da imagem.

A imagem pode conter: 2 pessoas, tela

#PraCegoVer: Fotografia onde aparece o deputado Angelo Almeida ao lado da professora Patrícia Braille. Eles estão sentados na bancada do Plenarinho. Ao fundo, o slide projeta a marca Pra Cego Ver e um banner azul exibe a marca da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência.

  Essa foi a solução encontrada para os conteúdos compartilhados nas redes sociais, mas e o resto da internet? Nos sites da Web nos deparamos com uma quantidade infinita de imagens, sejam elas essenciais ou decorativas, fotos, pinturas, logotipos, gráficos, etc. Toda informação que esses signos visuais contém ficam inacessíveis já que os recursos de Tecnologia Assistiva não fazem sua leitura, eles apenas transformam o texto em áudio, porém, se a imagem carregar um texto descritivo nela, o leitor já pode ter acesso a esse conteúdo. Para tornar o conteúdo do seu site acessível, é preciso fazer a descrição da imagem utilizando o texto alternativo. Esse recurso consiste em inserir a legenda descritiva “dentro” da imagem, passando com o mouse sobre a imagem, podemos ler o texto alternativo. Nas páginas Web, o texto alternativo é inserido no atributo “alt” do elemento <img>, já para documentos digitais, adicione a descrição em “propriedades da imagem”.

Media for All 2019

O evento Media for All é um dos melhores espaços de integração de pesquisadores e profissionais da área de Tradução Audiovisual. Ocorre bienalmente e sua 8ª edição será em junho de 2019, na  Stockholm University com a organização geral de Jan Ivarsson, conhecido internacionalmente por suas pesquisas na área de legendagem.

O site do evento já está ativado com as principais informações e segue abaixo a carta circular com mais detalhes.

m4ALL

#paratodosverem

(descrição da imagem):  O e-flyer colorido e horizontal tem como fundo a cor azul clara e a logomarca da oitava edição do evento Media for All em destaque no centro. Letras e números compõem a logomarca. Aparecem da esquerda para a direita em caixa alta e em cor branca a letra M, o número quatro e a letra A, e por fim o número oito em cor rosa. No fundo da letra M aparece a ilustração de um recorte de película de filme na cor preta. Na linha abaixo da logomarca do evento aparecem em inglês e em fonte branca as informações sobre data, cidade e país do evento. 17 a 19 de junho, Estocolmo, Suécia.

https://www.tolk.su.se/english/media-for-all-8

 

1ª circular m4a8_cfp

 

Venha conhecer o MATAV

MATAV

 

Algumas pessoas estão interessadas em saber sobre nosso MATAV.

Segue um pouquinho de nossa história.

O que é MATAV? Grupo de Pesquisa em Mídia Acessível e Tradução Audiovisual (Grupo cadastrado pelo CNPq)

Criado em 2013

Coordenado pela Profa. Dra. Lucinéa Marcelino Villela (Docente do Departamento de Ciências Humanas –FAAC- Unesp- Bauru)

Nossos objetivos:

– Estudar Tradução Audiovisual e recursos diversos de acessibilidade para pessoas com deficiências auditivas e visuais.

– Divulgar e debater projetos diversos que envolvam: acessibilidade artística e cultural, tecnologias e ferramentas que promovam a inclusão digital.

– Conscientizar a comunidade sobre produção audiovisual acessível.

– Organizar Simpósios, oficinas, cursos, feiras de inovação em acessibilidade, mostras de arte, design e cinema com recursos de acessibilidade.

– Treinar e capacitar todos (as) participantes  em legendagem e em técnicas para elaborar roteiros de audiodescrição

Quem pode participar?

TODA pessoa que tenha curiosidade, interesse e vontade de transformar um pouco o mundo e deixá-lo mais inclusivo e bacana para pessoas que possuem deficiências visuais e auditivas.

O Grupo MATAV é aberto para alunos de todos os cursos da Unesp, participantes externos do meio universitário ou curiosos em geral, ou seja, HÁ ESPAÇO PARA TODO MUNDO!

Atualmente estamos em busca de novos participantes.

Em 2018 estamos com propostas de projetos que deverão incluir alunos e profissionais de: Radialismo, Design, Relações Públicas, Tradução, Jornalismo, Pedagogia, Letras, Produção de audiovisual e Cinema, Tecnologia e Inovação.

Cinéfilos e viciados em séries, documentários e tecnologia em geral são super bem vindos também!

Quando e onde nos reunimos?

Quinzenalmente entre 17:30 e 19h no Departamento de Ciências Humanas (CHU) da Unesp/Bauru. Como o primeiro semestre de 2018 está começando, vamos consultar os interessados (as) para saber qual dia será melhor para a maioria. (Sigam no facebook nossa agenda de março https://www.facebook.com/Matav-1376405212602134/)

Projetos e Parcerias

Já fizemos muuuita coisa:

Sala Sense and Sensibility

 Webséries

 Fotodocumentário

Vídeos institucionais

Curta metragens

Feira de tecnologia em acessibilidade,

Simpósios, workshops e curso de extensão

Ebook: Acessibilidade audiovisual: produção inclusiva nos contextos acadêmicos, culturais e nas plataformas WEB

Parcerias:

 

ADAP

wpt

 

secretaria da cultura

 

OVNI Acessibilidade universal

 

GOSTOU? FAÇA PARTE DO MATAV EM 2018!

 

matav2013

Foto dos membros do MATAV em 2013. Evento Sense and Sensibility.

Aplicativos de acessibilidade para deficientes auditivos

phone-36271_960_720Em meio a grande oferta atual de aplicativos que ampliam as funções de celulares e tablets, existem aqueles cuja missão é totalmente voltada para a promoção da acessibilidade para as pessoas com deficiências sensoriais. Tais aplicativos podem ser encontrados, de forma gratuita ou em versão paga, nas lojas de App’s ou até por meio de uma rápida busca na internet. Mas o problema é que eles não são muito conhecidos pela grande maioria da população.

A ADAP então fez uma pesquisa e listou a seguir os aplicativos que encontrou e que podem ser úteis às pessoas com deficiência auditiva, ao facilitarem algum aspecto do seu dia a dia com a promoção da acessibilidade. A lista terá um caráter aberto e colaborativo, ou seja, basta vocês nos escreverem se conhecerem mais algum aplicativo desse tipo, que adicionaremos a sugestão aqui.

Além disso, alguns dos app’s acessíveis já ganharam matérias próprias, como essa com os melhores aplicativos que substituem a função das chamadas telefônicas. Outros app’s mencionados aqui podem não terem sido criados exclusivamente para a promoção da acessibilidade, mas oferecem opções que muito auxiliam as pessoas com deficiência auditiva, como o famoso WhatsApp e seus concorrentes de envio de mensagens textuais instantâneas, ou o app do serviço Netflix, que oferece muitos filmes com legendas.

E há também marcas de aparelhos auditivos ou de Implante Coclear que possuem seus próprios aplicativos de treinamento auditivo (nesses casos, consulte a marca de seus aparelhos para conhecer a disponibilidade desses produtos).

Agora, chega de mais delongas! Confira a seguir a lista de aplicativos acessíveis:

Play It Down – App feito para todos, independentemente de se ter ou não deficiência auditiva. Simula como uma pessoa surda ouve uma música de acordo com o grau de perda auditiva, e também funciona como medidor de decibéis para alertar sobre ambientes muito barulhentos e nocivos aos ouvidos. Disponível gratuitamente para iPhone e iPad.

TuneWiki – App que também não foi feito só para deficientes auditivos, mas, assim como o Netflix (que fornece legendas para filmes), o TuneWiki nos apresenta a letra da música que estamos ouvindo, auxiliando quem não tem compreensão auditiva sem leitura labial. Disponível gratuitamente para celulares que tenham Android ou o sistema iOS na versão 5.0.

Dragon Dictation – Outro aplicativo que não foi feito só para pessoas com deficiência sensorial, mas que funciona como um transcritor de palavras: escreve na tela tudo que está sendo dito por alguém ao alcance do celular e, com isso, pode ajudar deficientes auditivos a compreender os sons. Disponível gratuitamente para iPhone e iPad.

VoxTraining – App de treino de voz, por meio de um jogo lúdico, com vários ajustes e opções. Custa   quinze dólares e está disponível no iTunes para iPhone, iPad and iPod Touch.

MovieReading – App que fornece legendas e audiodescrição para filmes. Confira matéria da ADAP sobre ele aqui. Disponível gratuitamente para celulares que tenham Android ou o sistema iOS.

WhatsCine – Tem a mesma função que o MovieReading, com a diferença de que possui acessibilidade também em LIBRAS para os filmes escolhidos. A desvantagem é que o cinema também precisa ter um equipamento para a sincronização com o aplicativo. Disponível gratuitamente para celulares que tenham Android ou o sistema iOS.

TV Louder – App que funciona como um amplificador pessoal, transmitindo o aumento do volume da TV apenas para os fones de ouvido conectados no celular. Custa dez dólares e está disponível na App Store para iPhone, iPad and iPod Touch.

TAP TAP – App que faz o celular vibrar e piscar ao detectar algum som ambiente, como o de porta batendo, campainhas e detectores de incêndio. Os alertas são reguláveis de acordo com os ajustes do usuário. Custa três dólares e está disponível na App Store para iPhone, iPad and iPod Touch.

Projeto Ludwig – App que tem por objetivo reproduzir músicas por meio de vibrações. É o único dessa lista que ainda não está disponível para compra. A previsão de lançamento é para dezembro de 2016.

HandTalk – Para os surdos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e também para aqueles que querem se comunicar com eles mesmo não tendo o conhecimento da LIBRAS, esse app é um tradutor simultâneo dos dois idiomas. Disponível gratuitamente no Google Play ou na Apple Store.

ProDeaf – Tradutor simultâneo de LIBRAS-Português, com funções parecidas com as do HandTalk. Confira matéria da ADAP sobre ele aqui. Disponível gratuitamente na Play Store ou na Apple Store.

Suíte VLibras – conjunto de softwares públicos, incluindo um aplicativo tradutor LIBRAS-Português, que está disponível gratuitamente na Google Play e na Apple Store.

AutoVerbal Pro Talking Soundboard – App que pode auxiliar a comunicação de pessoas com vários tipos de deficiências, através da opção de se expressar por voz eletrônica ou imagens. Custa quinze dólares e está disponível na App Store para iPhone, iPad e iPod Touch.

* Algumas sugestões de aplicativos dessa lista tiveram seus nomes retirados dos sites Crônicas da Surdez e Folha de São Paulo.

* Crédito da imagem: Pixabay.

* Por Ana Raquel Périco Mangili. Matéria cedida pela parceria com a ADAP (Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear). Confira o texto originalmente publicado aqui.

Documentário sobre Acessibilidade na Unesp conta com recurso de legendagem

AcessibiliUnespA estagiária em assessoria de imprensa da ADAP, Ana Raquel Périco Mangili, que também é estudante do último ano de Jornalismo na Unesp de Bauru/SP e colaboradora do Blog MATAV, produziu o documentário AcessibiliUnesp, um curta de 25 minutos de duração e com o recurso de legendagem para surdos e ensurdecidos.

O objetivo da produção foi apresentar um retrato das experiências de universitários com deficiência e a questão da acessibilidade em uma instituição pública de ensino superior, no caso, o campus de Bauru da Unesp. Esse produto audiovisual foi desenvolvido como atividade de uma disciplina do curso da aluna, e teve o apoio da Unesp, da ADAP e do grupo de estudos MATAV (cuja equipe produziu as legendas acessíveis e tradução de trechos legendados do espanhol para o português).

Quatro alunos com deficiência, inclusive a própria autora do documentário (Ana Raquel tem Distonia e deficiência auditiva), participaram das gravações com os seus relatos, além de professores, profissionais e demais alunos que desenvolvem projetos voltados para a acessibilidade dentro da universidade. Dessa forma, é fornecido nesse produto audiovisual um panorama a respeito de como caminha a aplicação de recursos acessíveis na educação pública superior brasileira.

Confira a seguir o documentário AcessibiliUnesp, hospedado no Youtube e com legendas para surdos e ensurdecidos: https://www.youtube.com/watch?v=rorgbPoyA9M

 

Por Ana Raquel Périco Mangili.