Peça Tribos sob o olhar de uma surda oralizada

10455822_779342975482453_6239374273114955694_nNo dia 20 de fevereiro de 2015, a turnê da peça teatral Tribos, com Antonio Fagundes, presenteou o município de Bauru com três sessões noturnas, antes de seguir para Botucatu e demais cidades do estado de São Paulo. Em exibição desde setembro de 2013, essa peça inovadora que traz o tema da surdez e do preconceito como destaques já recebeu diversas avaliações da crítica especializada, a qual, em geral, dá o seu aval positivo a Tribos.

Porém, sente-se que o espetáculo foi analisado até então sob critérios objetivos e exógenos, por assim dizer, ao se ter como críticos indivíduos ouvintes, e não pessoas que fazem parte da minoria social retratada na peça. Por mais que tais críticos tenham obtido êxito ao apontar o caráter conscientizador de Tribos e identificar nela uma compilação das atitudes excludentes da sociedade para com as pessoas com deficiência auditiva, não poderão descrever com precisão os sentimentos e as equivalências das representações teatrais em relação ao universo surdo justamente por não fazerem parte dele.

Sendo assim, nós da Equipe MATAV, em parceria com a ADAP (Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear), apresentaremos uma resenha crítica da peça Tribos sob a perspectiva de uma jornalista com deficiência auditiva, justamente esta que aqui escreve. Contarei a vocês, em detalhes, como foi minha experiência ao assistir a peça, e também analisarei aspectos da história de Tribos, fazendo relação com as vivências diárias pelas quais os deficientes auditivos costumam passar em nossa sociedade.

Meu nome é Ana Raquel, sou estudante de Jornalismo pela Unesp de Bauru, colaboradora do Blog MATAV e estagiária em assessoria de imprensa na ADAP. Possuo deficiência auditiva de grau moderado desde o nascimento. Ouço praticamente todos os sons ambientais, porém, minha capacidade de discriminação da fala humana é insuficiente para eu entender as palavras ouvidas sem o apoio visual (o hábito de ler lábios). Ressalto que ser surdo não é somente a ausência de toda a audição, mas sim a impossibilidade de utilizar seu sentido auditivo para tarefas sonoras funcionais do dia a dia. Pelo fato de eu não ser fluente na LIBRAS, pertenço ao grupo dos surdos oralizados, aqueles que se comunicam em português por meio da voz, da leitura labial e dos resíduos auditivos que possuem.

Assim que recebi o convite da coordenadora do Blog MATAV, Prof. Lucinea Villela, para assistir a peça, o primeiro questionamento que me veio à cabeça foi a questão da Acessibilidade. Não sou uma frequentadora assídua de teatros devido ao descaso das companhias com os deficientes auditivos, principalmente os surdos oralizados. Já ouvi falar de várias apresentações que contam com intérprete de LIBRAS no local, mas como fazem os surdos que têm como idioma materno o Português? Admito que a legendagem em teatros seja mais difícil de ser feita do que as das obras cinematográficas, mas tal recurso não é impossível. Então resolvi contatar a equipe da peça Tribos, explicar minha situação e perguntar sobre as opções de acessibilidade que o espetáculo teria em Bauru.

A Equipe Tribos foi a primeira companhia brasileira a fornecer, em São Paulo, apresentações com acessibilidade em 70% da lotação do teatro, para todas as deficiências, com intérprete de LIBRAS, audiodescrição e legendagem em tablets à disposição do público. Porém, me explicaram que, em outras cidades que recebem a turnê, eles só podem disponibilizar intérpretes de LIBRAS, devido ao alto custo de se trazer todos os demais equipamentos acessíveis.  A equipe trabalha sob a forma de uma cooperativa, ou seja, sem nenhum patrocínio ou anunciante, o que limita a verba disponível para a turnê.

Contatei-os também para confirmar a informação de que acompanhante de pessoa com deficiência também paga meia entrada, segundo a Lei Nº. 12.933, pois decidi levar uma pessoa para ser meu intérprete oralista, anotando para mim algumas informações durante a peça e me ajudando com palavras que eu perderia quando os atores estivessem longe de mim ou de costas para a plateia. E eis que fui informada que meu acompanhante não poderia pagar meia entrada. Conforme me explicaram posteriormente, esse contratempo ocorreu por causa de uma norma do próprio Teatro de Bauru, que nega esse direito das pessoas com deficiência.  Estou indignada e precisando de esclarecimentos da Secretaria de Cultura da cidade sobre este absurdo.

Mas enfim, assisti a apresentação, que durou 80 minutos. Sentei-me na segunda fileira do teatro e já fui preparada para a situação de que eu provavelmente ouviria cerca de 50% dos diálogos, mesmo com os aparelhos auditivos, então procurei ler na internet antes toda notícia e crítica relacionada à peça, pois a contextualização e o conhecimento prévio ajudam muito na prática da Leitura Labial. Obviamente, quando os atores iam mais para o fundo do palco ou se viravam de costas para a plateia, eu não conseguia entender quase nada do que ouvia, e aí nessas horas eu orientava minha intérprete para fazer anotações do que foi falado e me passar depois.

1280870_532484433501643_1888073734_nA história da peça gira em torno de Billy (Bruno Fagundes), sua família e sua namorada Sylvia (Arieta Corrêa). Billy é um surdo oralizado que faz leitura labial e usa aparelhos auditivos, mas esses recursos são insuficientes para a sua completa integração social no mundo ouvinte. Antes de conhecer Sylvia, ele não possuía nenhum contato com outros surdos, e sua família buscava esconder sua deficiência sob o manto da superproteção. “Ele não é surdo porque foi criado em uma família que ouve”, diz seu pai Christopher (Antonio Fagundes), confirmando a visão ignorante que cerca Billy diariamente. Podemos encontrar facilmente essa atitude de negação da surdez na realidade dos surdos oralizados. Pelo fato da leitura labial nos possibilitar a compreensão de parte do que ouvimos, as demais pessoas tendem a nos considerar como ouvintes normais, não compreendendo por que precisamos também de acessibilidade em algumas situações.

Na apresentação, vemos que Billy se expressa relativamente bem pela oralidade quando está conversando face a face com uma pessoa, mas basta começar um ruído de fundo ou entrar mais participantes na conversa que ele se atrapalha todo e se sente excluído do diálogo. Realmente, a leitura labial possui limitações, é preciso grande foco e também intuição para acompanhar e apreender as palavras que saem dos lábios de alguém. E muitos só conseguem eficiência nessa prática se aliarem a leitura dos lábios com o som que conseguem captar com seus resíduos auditivos. Assim, ambientes com ruídos de fundo ou com outras pessoas na conversa acabam dificultando, e muitas vezes impossibilitando, o nosso entendimento das palavras.

Já Sylvia, a namorada de Billy, é filha de pais surdos e começou recentemente a perder a audição também. Desde pequena ela teve contato com a Língua de Sinais, e acaba apresentando esse idioma ao Billy. O rapaz se sente encantado com a LIBRAS, e percebe que, para ele, é mais fácil se comunicar através dela do que empregar seus profundos esforços para ouvir o português. E então começa a se questionar sobre o porquê de seus pais nunca lhe terem ensinado essa outra língua.

Para parte dos surdos oralizados, a LIBRAS pode se constituir em uma melhor alternativa do que a Leitura Labial. Tudo depende da disposição pessoal de aprender um novo idioma e de conviver com pessoas que também o utilizem. Muitos surdos oralizados optaram pela oralização apenas pelo fato de só ter contato com indivíduos que fazem uso do português.

20214_508456702571083_1927250816_nNo jantar em que Billy apresenta Sylvia à sua família, todos os preconceitos de seus pais e irmãos são enfim revelados. “Porque ela tinha que ser surda?”, comentam seus familiares sobre a namorada de Billy. “Então, já que você está nos dois mundos, pode nos falar qual língua é melhor”, provoca Christopher, querendo dizer à Sylvia que a LIBRAS seria inferior ao Português. “O mundo é surdo”, diz o moço, ao ver a intolerância de seus entes queridos para com a Língua de Sinais. Sim, o mundo é surdo ao não querer compreender uma língua gestual, ou pior ainda, ao não conseguir entender a diversidade humana existente. Dessa forma, a peça se torna uma alegoria sobre todos os grupos sociais excluídos pela ignorância e pelo preconceito dos demais. Por esse motivo é que o enredo deixou de fora temas mais específicos do universo da surdez, como o Implante Coclear, e preferiu se focar na questão da LIBRAS, cuja segregação de seus usuários tende a ser mais acentuada do que a da comunidade dos surdos oralizados.

Trazendo ainda ao debate assuntos como a autoaceitação e as diversas faces que compõem a identidade surda, Tribos é um excelente convite à reflexão sobre como a sociedade vem tratando suas minorias e quantas oportunidades são perdidas ao escolher guiar-se somente pelo preconceito e decidir não ampliar seus horizontes para a diversidade e novas experiências.

Ana Raquel Périco Mangili.

* Com imagens cedidas pela Equipe Tribos.

Não percam, em breve, uma entrevista exclusiva com Bruno Fagundes, o Billy, protagonista da Peça Tribos!

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Resenha do livro “Crônicas da Surdez”, de Paula Pfeifer

“Existe algo mais vergonhoso do que envergonhar-se de si mesmo? Não, não existe” É motivada com esta afirmação que Paula Pfeifer encara os obstáculos típicos da vida de quem possui algum tipo de deficiência e incentiva uma grande comunidade a fazer o mesmo. A autora gaúcha possui deficiência auditiva bilateral neurossensorial progressiva, tendo atingido o grau de perda profunda da audição por volta de seus vinte e poucos anos. Decidida a quebrar barreiras e desmitificar preconceitos, e baseando-se no trabalho que já desenvolvia no seu blog “Crônicas da Surdez” desde 2010, Paula publicou um livro de mesmo nome, pela Editora Plexus, em 2013, obra indispensável para se compreender a diversidade existente dentro do universo das pessoas que possuem dificuldades em ouvir.CDS

Definindo-se como surda oralizada, isto é, que usa sua fala e seu restante de audição para se comunicar com o mundo que a rodeia, a autora afirma que a diversidade é a palavra de ordem no mundo da surdez. Ao contrário dos surdos sinalizados, os oralizados não utilizam a Libras (Língua Brasileira de Sinais), pois estão bem adaptados à língua materna (o Português) e se valem de recursos adicionais, como a leitura labial e as legendas em vídeo, para contornar a sua perda auditiva e obter eficiência na comunicação oral. Porém, como destaca a blogueira, pelo fato da deficiência auditiva ser “invisível” aos olhos da maioria, os surdos muitas vezes não possuem seus direitos garantidos, como bem demonstra a ausência de legendas em muitos canais de televisão e internet.

Usando como exemplo sua própria história de vida, Pfeifer relata as diferentes etapas pelas quais uma pessoa se vê envolta ao receber o diagnóstico da surdez: incredulidade, negação, raiva, vergonha, autocomiseração, resignação e aceitação. Com foco principalmente nesta última, a obra funciona como uma verdadeira aula de autoestima e resiliência frente aos desafios impostos por uma deficiência sensorial.

O livro, de 152 páginas, é dividido em três partes. Na primeira, há uma introdução ao universo eclético da surdez, com a história da autora e seus conselhos ao lidar com a perda auditiva; em seguida, encontram-se crônicas (publicadas originalmente no blog) de situações vivenciadas sob o olhar de quem tem deficiência auditiva; e na última parte, são apresentados depoimentos e histórias de leitores do blog de Paula Pfeifer.

Também abordando assuntos como o bullying, o mercado de trabalho para quem tem algum tipo de deficiência, a cisão e o preconceito existentes entre os próprios surdos sinalizados e os oralizados e o sentimento de exclusão e isolamento social pelo qual os deficientes auditivos costumam passar durante alguns momentos de sua vida, Paula dá voz e expressão a um grupo social e explica suas particularidades. “Uma confissão: é frustrante e desesperador não entender o que se escuta”. Com esta frase, a autora ilustra a dicotomia entre o escutar um som e o processo auditivo de decodificá-lo, sendo esse último a principal dificuldade ocasionada pela surdez, realidade de 9,7 milhões de brasileiros atualmente.

Dessa forma, essa brilhante obra cumpre seu objetivo de guiar e inspirar seus leitores, sejam eles surdos ou não, ao mostrar que é possível transformar um ponto fraco em força de superação.

 

Por Ana Raquel Périco Mangili

Tecnologias a favor da acessibilidade por Bruna Chaves

vozmovel

As tecnologias são desenvolvidas para facilitar a vida de seus usuários e contribuir para melhorar sua relação com a sociedade. Atualmente observamos uma imensa variedade de produtos lançados para esses fins e a busca por recursos destinados a pessoas com deficiências vem crescendo continuamente. Sabemos que eles necessitam de assistência para serem inseridos de forma igualitária no meio social em que vivem.

No último dia 3 de dezembro, o Projeto Voz Móvel, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), lançou uma ferramenta eficaz e criativa para simplificar a utilização de smartphones por deficientes visuais.

O aplicativo, chamado CPqD Alcance, é compatível apenas a celulares que possuem tela sensível ao toque, a famosa geração “touch”. Dividindo-se a tela em seis áreas – tais como, atendimento de chamadas, configurações, envio de mensagens, entre outros – consiste em facilitar a localização das funções contidas no aparelho móvel. Após o toque na tela, o usuário é alertado, através de um sinal sonoro, a respeito do que foi selecionado. Dando um toque duplo, o serviço é então escolhido.

Há outros benefícios contidos no aplicativo, como, por exemplo, o despertador com lembrete de voz, o sistema que identifica a localização e facilita o deslocamento do individuo, além do tocador de música e do leitor de texto.

Nota-se, portanto, a autonomia que o CPqD Alcance traz para a vida de pessoas com deficiência visual à medida que o aplicativo é de fácil manipulação e dispensa a ajuda de terceiros.

 

Resenha do filme “Vermelho como o céu” por Ana Stamato

vermelho

Uma lição de vida!

Resenha de Ana Stamato

Há um tempo conheci o filme italiano “Vermelho como o céu’’ que retrata a história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som, com deficiência visual, da Itália.

Mirco, personagem apresentado no longa, sofre um acidente e perde a visão com 10 anos, com isso é obrigado a ir estudar num internato para deficientes visuais, pois na Itália dos anos 70 havia uma lei que proibia essas pessoas de frequentar a escola pública regular.
O garoto sempre foi apaixonado por cinema. Antes do acidente, seu pai o levava sessões de cinema e, mesmo depois que perdeu a visão, ele não deixou de gostar. Ele declara no filme que ainda entende a história porque há vozes e sons ambientes e foi por causa disso que Mirco começa a desenvolver o gosto pela edição de som.

No internato, ele descobre um gravador e começa a desvendar seus outros sentidos, principalmente a audição. Usa-o para representar sons da natureza, e com a ajuda de amigos constrói histórias fascinantes.
O problema é que o diretor do colégio, que também é cego, possui uma visão muito limitada sobre as condições dos garotos com a deficiência visual. Direcionava-os para serviços manuais como a tecelagem, o que infelizmente ainda retrata grande parcela da realidade atual.

Por isso, a história de Mirco é de superação. Ele não ficou limitado a sua condição, buscou seus sonhos se adaptando ao novo modo de vida.
Porém, além disso, hoje em dia a sociedade pode promover maiores condições de adaptação para os deficientes visuais como: a audiodescrição.
A audiodescrição é um dos grandes focos do nosso projeto. Com ela, podemos proporcionar maior vivência dos materiais audiovisuais. Imagine como é importante ter acesso não só ao conteúdo sonoro o filme, mas à descrição da cena?

Vamos lutar pela igualdade de direitos e oportunidades?!
Entre nesta luta com a gente!

Ficha Técnica

“Rosso como il cielo” (2006)

 Direção: Cristiano Bortone

 Roteiro: Cristiano Bortone, Paolo Sassanelli, Monica Zapelli

 Gênero: Drama

 Origem: Itália

 Duração: 96 minutos

 Tipo: Longa-metragem

 

E assim eles vivem!

cartaz

Impressões sobre o 6º Festival Internacional de filmes sobre Deficiência “Assim Vivemos”

Lucinéa Villela

Finalmente tive a oportunidade de conhecer no Rio de Janeiro o “Festival Assim Vivemos”, bater papos pra lá de produtivos com audiodescritores e com a curadora e produtora Lara Pozzobon. Passei duas tardes-noites ótimas assistindo filmes que retratam os paradoxos de algumas doenças ou “diferenças biológicas” (cegueira, surdez, AVC, Mal de Huntington, Síndrome de Down etc). Digo paradoxos porque há uma alegria melancólica vivida por cada um dos protagonistas dos documentários que ali assisti.

Todas as sessões foram audiodescritas ao vivo por bons profissionais e as legendas para surdos estavam primorosas (Produtora 4 Estações).

O debate sobre “Surdez e Comunicação” foi tão agitado! Senti que havia várias línguas sendo faladas e sinalizadas, realmente estamos engatinhando ainda na Tradução no seu sentido mais embrionário e amplo.

Cheguei à conclusão de que pelo menos uma vez por ano, todos, digo TODOS NÓS, devemos passar alguns minutos assistindo trabalhos como os selecionados de forma perspicaz pelos produtores da Lavoro.

Voltei do Rio de Janeiro certa de que tradutores, profissionais da comunicação e do audiovisual possuem um espaço garantido na Acessibilidade Cultural. Voltei absolutamente convencida de que o Brasil entrou pela porta da frente no debate sobre deficiência e tem propriedade para falar sobre vários tipos de inclusão.

Seguem minhas breves impressões sobre três dos sete filmes que assisti. Todos são chocantes, mas só darei pílulas daquilo que vi, espero que em outubro nossos MATAVs possam participar do Festival em SP.

Ataque de emoção (Stroke a chord)

ataquedeemocao

Duração: 26′

Diretor: Sarah Barton

Austrália / 2012

O filme apresenta relatos de uma equipe de músicos que montou um coral com sobreviventes do AVC. Ficamos sensibilizados ao ouvir e ver portadores de afasias sérias conseguirem cantar sem nenhuma dificuldade em uma apresentação em Londres.

Eu sinalizo, eu vivo (I sign, I live)

eusinalizoeuvivo

Duração: 80′
Diretor: Anja Hiddinga e Jascha Blume
Holanda / 2012

O jovem Jasha é estudante de artes e apesar da surdez, não deixa de brincar de ser DJ em baladas na Holanda. Ele entrevista idosos em visitas a única moradia européia para surdos e tenta descobrir como essas pessoas levaram suas vidas. Eles contam sobre sua juventude, quando a língua de sinais era proibida, e sobre sua luta contra constrangimentos e indignidades. As cenas em que Jasha dança com duas idosas surdas são brilhantes.

Improvisação livre (Free Improvisation )

improvisacaolivre

Duração: 50′
Diretor: Doron Djerassi
Israel / 2011

Meu favorito! Jean Claude Jones é contrabaixista de vanguarda, mora em Jerusalém e dedicou sua vida à música. Há 20 anos Jean Claude foi diagnosticado com Esclerose Múltipla, assistimos como ele sofre ao ver sua criatividade musical em risco. O filme acompanha sua inusitada relação professor-aluno com o pianista prodígio de 11 anos Ariel Lanyi, que evolui para uma incomum e profunda amizade. Um filme sobre paixão, música, vida e o processo de “deixar rolar”.