MATAV visita a Fundação Dorina Nowill para cegos

A instituição oferece serviços de apoio à inclusão e promove a disseminação de cultura informação com acessibilidade

Propagar o acesso à cultura e informação para deficientes visuais foi a missão de Dorina Nowill, que deixou seu legado em sua Fundação que contribui até hoje como uma instituição de referência em acessibilidade no Brasil. Atualmente a fundação Dorina trabalha com cerca de 130 funcionários e 400 voluntários atuando na habilitação e reabilitação de deficientes visuais. A empresa está há mais de 70 anos na cidade de São Paulo prestando serviços gratuitos à comunidade com um projeto de inclusão, principalmente em três pilares: educação, trabalho, autonomia.

A educação está em seus princípios desde sua criação, pois sua fundadora, Dorina, foi uma estudante cega e na época havia poucos livros em Baille no Brasil. Mesmo sem livros apropriados ela se destacou em sua escola e ganhou uma bolsa de estudos nos Estados Unidos em 1946, onde teve contato com o que havia de mais avançado em reabilitação para pessoas com deficiência visual. Em sua volta para o Brasil, Dorina decidiu trazer essas mudanças para seu país, criando a  Fundação Para o Livro do Cego, com uma imprensa Braille em 1960. Uma das prioridades da fundação é a garantia do acesso à cultura e informação para a comunidade com deficiência visual, tudo começou com o projeto da Dorina de produzir livros em braille no Brasil e a produtora de livros cresceu e existe até hoje, fornecendo livros e materiais escolares em Braille para todo o Brasil gratuitamente.

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#ParaCegoVer: Na imagem temos duas fotos, uma em cima da outra. A primeira mostra duas portas de vidro de duas salas com adesivos amarelos  onde se lê “Editora” e “Revisão”, respectivamente. Ao lado das salas, uma estante expõe alguns dos livros publicados pela Editora da Fundação Dorina Nowill, em Braille. Na segunda foto, temos o interior de uma sala com uma grande mesa retangular e nela várias impressoras.

Com o tempo e a modernização foram surgindo os áudio-livros, antes gravados em fitas, hoje estão disponíveis em CD’s em seu acervo e também em uma plataforma online, a Dorinateca, biblioteca digital da fundação, onde qualquer cego pode fazer o seu cadastro e ter acesso à audiolivros através do site. Em sua sede, localizada na Vila Clementino, além de salas de atendimento especializado, a fundação também conta com O Centro de Memória Dorina Nowill, uma imprensa gráfica de livros em Braille e um estúdio de locução onde produzem os audiolivros.  No mesmo local, todos os materiais produzidos são revisados por voluntários cegos que aprovam e garantem um conteúdo acessível de qualidade.

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#ParaCegoVer: Na imagem temos duas fotos, uma ao lado da outra.  A primeira Mostra a Biblioteca de Audiolivros da Fundação Dorina Nowill, vista por uma janela de vidro, com um adesivo onde se lê “Aqui tem livro acessível”. Temos também na mesma imagem uma funcionária segurando uma pasta de documentos e ao fundo, um funcionário organiza as estantes do acervo. Na segunda foto temos o estúdio onde são gravados os audiolivros, podemos ver uma cabine sonora, com microfone, computadores e uma caixa de som.

“Temos que lembrar que a inclusão não se faz por decreto. É um processo e como tal leva tempo. Implica em mudanças estruturais na cultura, na construção de uma nova postura pessoal e pedagógica, na vida de relação e na sociedade”. Dorina Nowill

Para agendar sua visita à Fundação é só entrar em contato pelo telefone: (11) 5087-0955

ou mande um e-mail para: centrodememoria@fundacaodorina.org.br

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TV Ines: Uma webTv brasileira acessível

Ela está entre as 5 redes de TV do mundo que produzem todo seu conteúdo com recursos de tradução audiovisual

A emissora é uma parceria entre a Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e a TV Escola/Roquette Pinto Comunicação Educativa (ACERP). Juntas, estas empresas trazem um canal com propostas em cultura e educação para a comunidade surda, com programas voltados a libras como além do compromisso com a produção de uma comunicação acessível nos boletins jornalísticos e reportagens. Um exemplo é o “Boletim Primeira Mão”, um dos programas mais aclamados do canal. Em 2018, a TV Ines completou quatro anos de atividade e propôs recentemente o primeiro programa de telejornalismo esportivo, principalmente sobre futebol, totalmente acessível, nomeado “Mão na Bola”.

TV Inesp se apresenta como uma webTv que tem em seu cerne o compromisso com a acessibilidade e a informação, seus programas jornalísticos são referência para a comunidade surda. O programa “Visual”, é o primeiro telejornal diário que traz as principais notícias do universo surdo, do Brasil e do mundo traduzido para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Além disso, a emissora também produz conteúdos com outras formas de tradução audiovisual acessível, como legendas e a Audiodescrição para cegos. Pioneira no brasil em produzir conteúdos totalmente acessíveis para a comunidade surda, com o slogan “TV INES: Acessível Sempre”, o INES e o ACERP viabilizam a primeira webTV em Língua Brasileira de Sinais (Libras), com legendas e locução. Existem apenas 5 emissoras no mundo que produzem esse tipo de conteúdo, e a TV Ines é uma delas. Com as discussões sobre acessibilidade na web em voga no mundo, se faz importante valorizar a presença de uma iniciativa brasileira em um cenário de inclusão em comunicação digital.

Além de programas jornalísticos, a TV Ines possui uma grande variedade de conteúdos de entretenimento, educação, filmes e documentários e infantis. Os conteúdos da TV Ines podem ser acessados pela internet no site ou na plataforma de vídeos do Youtube

A Roquette Pinto também desenvolveu aplicativos da webTv que podem ser baixados gratuitamente para aparelhos com sistema Android, iOS e Windows Phone.  O objetivo é facilitar ainda mais acesso a informação com o uso de smarthphones e ganhar uma maior interação com o público, que pode enviar sugestões e conteúdos para a emissora. O aplicativo está disponível também para SmartTv.

Blog “Crônicas da Surdez” ganha reconhecimento por iniciativa de inclusão

Brasileira recebe financiamento e prêmio por programa de Liderança em Comunidade da empresa Facebook

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#PraCegoVer: A imagem é uma ilustração do rosto de uma menina de cabelos curtos e olhos fechados. Dos seus ouvidos saem ondas coloridas com desenhos de flores, animais, notas musicais e instrumentos musicais.

O projeto Crônicas da Surdez é da escritora gaucha Paula Pfeifer, sua ideia criou um canal de comunicação para a comunidade surda que utiliza ou que deseja utilizar da tecnologia para voltar a ouvir. Tudo começou com uma página de blog onde a autora escrevia sua trajetória como pessoa surda no formato de um desabafo mesmo. Porém, a interação com os leitores cresceu tanto que o blog se tornou uma comunidade virtual, uma rede de humanização e troca de experiências, mensagens de apoio e esperança.  Para expandir ainda mais a interação dos seus leitores, Paula criou também uma comunidade no Facebook e o grupo possui cerca de 10.000 membros ativos e apenas surdos podem participar.

Foi a partir daí que a comunidade de leitores do blog “Crônicas de uma Surdez” ganhou visibilidade nas redes sociais, e foi premiado pelo Community Leadership Program do Facebook. O Programa de Liderança na Comunidade premia iniciativas que utilizam das redes sociais para criar uma comunidade em prol de uma ideia ou objetivo. O projeto da escritora recebeu US$ 1 milhão pela ação inovadora para a comunidade surda no facebook como incentivo para continuar o bom trabalho e aumentar ainda mais a conexão em sua comunidade.

Em seu blog, com uma linguagem simples e descontraída, Paula nos convida a conhecer um pouco do seu universo, seus desafios e vitórias do dia a dia. Com cerca de 110 mil visualizações todo mês, a militante escreve sobre acessibilidade e sobre a vida de uma pessoa surda e incentiva os seus leitores a compartilharem suas histórias com as postagens de “Histórias dos Leitores”. Conheça mais sobre o blog clicando aqui. 

O blog Crônicas de uma Surdez ganhou também um canal no Youtube, com o intuito de disponibilizar informação sobre os desafios da comunidade surda.  O suceso nas redes foi tão grande, que a empresária publicou dois livros de mesmo título onde ela se aprofunda em sua trajetória pessoal e inspira seus seguidores e leitores pelo brasil e pelo mundo. O reconhecimento de um projeto que envolve comunicação e acessibilidade é de suma importância para uma sociedade inclusiva no mundo digitais.

 

Samsung aposta em acessibilidade com tecnologia no Brasil

A marca foi premiada por suas ações e recebeu o Selo de Acessibilidade Digital pelo seu site

A Samsung Brasil conquistou recentemente dois ouros na etapa nacional do AMPRO (Associação de Marketing Promocional) Globes Awards 2018, por uma intervenção cultural, a “Cabine Surda”.

O “AMPRO Globes Awards” é a etapa nacional do maior prêmio de Live Marketing do mundo, realizado pela MAAW – Marketing Agencies Association Worldwide e ação foi vencedora nas categorias Melhor Ativação De Marca e Melhor Projeto de Responsabilidade Social, Ambiental e Educacional.

Em abril deste ano, a Samsung realizou uma intervenção cultural na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, uma cabine interativa especial com o slogan Samsung Social “Iniciativa para o mundo desafiar barreiras”. A instalação tinha o objetivo de promover projeto “Teatro para Todos os Ouvidos” e proporcionar ao público geral a experiência de empatia ao assistir uma peça como um surdo ou pessoa com deficiência auditiva de maneira acessível.

Confira mais da iniciativa de live marketing realizada pela Samsung:

https://www.youtube.com/watch?v=RbFJ7rqlTSc&t=4s

Realizando a ação de marketing de maneira criativa e explorando a temática inclusiva, a Samsung apresentou para o público o seu novo produto, o seu novo óculos de realidade virtual. A intervenção disponibilizou os óculos de realidade virtual Samsung Gear VR, para o público em geral ter uma experiência de empatia, assim como o projeto “Teatro para Todos os Ouvidos” disponibilizou o produto para surdos ou pessoas com deficiência auditiva conseguirem assistir as peças de teatro sem a necessidade de um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

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#PraCegoVer Na imagem está o modelo de óculos virtual. Ele é feito como uma venda para os olhos mas com a parte da frente sendo um vistor tecnológico preto e possui inscritos o nome do modelo e da marca “Samsung” e “Gear VR”. Foto: Samsung

Por meio de uma tecnologia inovadora da marca o Gear VR possui um microfone capta a fala dos atores e a transforma em legendas em tempo real. De acordo com a empresa, a ação impactou cerca de 50 mil pessoas durante os três dias na Avenida Paulista, e foram realizadas 250 sessões dentro da cabine.

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A foto mostra a cabine na avenida paulista. Ela tem paredes e portas azuis, podem ser lidos os inscritos “Teatro Para Todos os Ouvidos” e “Samsung Social” em branco. Na frente, um segurança conversa com uma senhora. Em volta da cabine diversas pessoas transitam pela rua. 

A Samsung Brasil conseguiu unir novamente cultura e acessibilidade ao desenvolver o aplicativo “Samsung Áudio Acordes”, lançado em agosto deste ano. O aplicativo é gratuito e tem como objetivo ensinar pessoas cegas ou com deficiência visual a tocarem violão. As aulas são em áudio e começam pelo nível básico ao avançado. A tecnologia promete o aprendizado do instrumento baseada em um sistema de voz que dita os acordes das músicas no momento exato em que eles devem ser tocados tornando o aprendizado mais prático e intuitivo.

Confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=-lf-uOmb6bw&feature=youtu.be

A marca também explora os aspectos da acessibilidade por meio das suas plataformas digitais. Apesar da acessibilidade digital estar prevista na Lei Brasileira de Inclusão (13.146/2015), são poucas as plataformas que possuem os requisitos necessários. O site da Samsung possui o Selo de Acessibilidade Digital, concedido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED). Apenas sete websites de instituições públicas e privadas foram certificados pelo novo selo, criado em maio deste ano.

O critério para emissão do selo é bastante rigoroso e segue as diretrizes do World Wide Web Consortium (W3C) Brasil. Para isso, a Samsung implementou em seu site diversos recursos, entre eles a ferramenta “Hand Talk” de tradução para libras, e adaptações para que os leitores de tela possam ler todo o conteúdo do site para pessoas cegas e o alto contraste, fontes maiores para pessoas com baixa visão.

Já nas redes sociais, a empresa utiliza das legendas descritivas de todas as imagens publicadas nas páginas do Facebook e instagram com a #PraCegoVer (link da matéria) desde 2017.

Saiba mais sobre os projetos da Samsung clicando nos links abaixo:

(www.samsung.com.br/samsungconecta / www.samsung.com.br/audioacordes

www.samsung.com.br/samsungmais / www.samsung.com.br/samsungsocial)

Conheça o Movimento Web Para Todos e a importância do comunicador na acessibilidade digital

 “A acessibilidade só acontece quando temos desenvolvedores, designers e conteudistas fazendo a sua parte para que ela aconteça de fato. A importância de um jornalista é tão relevante quanto ao do programador”

Um estudo do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) do Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) divulgou que menos de 6% dos sites prezaram pela acessibilidade de pessoas com deficiência. Em outras palavras, praticamente 95% dos sites não são acessíveis. É diante desse cenário que se destaca Simone Freire, uma jornalista idealizadora de um movimento pela web acessível, uma comunicadora que batalha pela acessibilidade digital. Em 2016, Simone foi selecionada pela Goldman Sachs Foundation para participar do programa 10.000 Women, um projeto que mapeia mulheres que fazem trabalhos de transformação social.

A jornalista Simone Freire acredita que a maior dificuldade para que a internet seja acessível é a falta de informação. Existem leis como a Lei Brasileira de Inclusão, artigo 63, que por falta de interesse e fiscalização muitas vezes não são cumpridas. No Brasil, são 6,5 milhões de pessoas que declaram alguma deficiência visual, o que corresponde a 3,5% da população, já os deficientes auditivos representam 1,1%. Do total da população brasileira, 23,9% (45,6 milhões de pessoas) declararam ter algum tipo de deficiência, segundo o IBGE 2010. É uma parcela da população que também tem a necessidade de navegar na internet e consumir conteúdos de importância cultural, profissional e até econômica, a pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2014 mostra que 57% dos cidadãos com deficiência do Brasil usam com frequência a internet.

As empresas, então, acabam desprezando a oportunidade de se relacionar com essa enorme parcela da população. O que, segundo David Caldwell, gerente de acessibilidade no Banco Barclays PLC, é um erro estratégico. David apresenta três elementos que ressaltam a importância da produção de conteúdos acessíveis pelas empresas, o primeiro é o elemento legal, existem leis que devem ser cumpridas, o segundo é o comercial, pois são pessoas dispostas a consumir os produtos e o terceiro é o elemento moral e ético da empresa na criação de produtos que não excluam essa parcela da sociedade.

Os profissionais que se dedicam em estudar e produzir para que a acessibilidade digital aconteça “podem trabalhar por propósito, sabendo que, no final do seu dia, tornaram seus produtos e serviços acessíveis para cidadãos que têm direitos, necessidades e desejos tanto quanto qualquer brasileiro sem deficiência”, finaliza Simone Freire.

É com esse intuito que Simone trabalha todos os dias em sua agência de comunicação, a Espiral Interativa, que prioriza uma comunicação inclusiva para produção de sites, aplicativos, campanhas de endomarketing, treinamentos, apresentações institucionais e gestão de seus canais digitais. “Todos os nossos profissionais são especialistas e sabem que aqui não têm lugar para quem não se sensibiliza com a causa da acessibilidade. É nossa missão e está em nosso DNA!”, declara Simone.

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#Pracegover: Na foto, o fundo é de um muro de folhas verdes desfocado. No centro, a jornalista Simone Freire olha para a câmera e sorri. Simone é uma mulher de cabelos pretos e lisos até os ombros, ela veste um vestido preto com estampa de flores. Foto: Caroline Lima/Huffpost Brasil

O papel do jornalista para tornar a internet um ambiente acessível é essencial, diz a jornalista. Ela acredita que por falta de conhecimento sobre a temática, a maioria das pessoas presume que o desenvolvedor é o grande responsável por criar e manter um site acessível e isso não é certo. Os comunicadores precisam reconhecer e desempenhar o seu papel de fazer com que a informação seja acessível para todos. “A acessibilidade só acontece quando temos desenvolvedores, designers e conteudistas fazendo a sua parte para que ela aconteça de fato. A importância de um jornalista é tão relevante quanto ao do programador. Se ele não se preocupar em seguir as regras para produção de conteúdo acessível, não vai adiantar a página estar preparada pois um cego, por exemplo, não conseguirá “enxergar” as imagens caso não haja descrição”.

Simone conta que a relação mais recente da Espiral com uma empresa jornalística foi no primeiro semestre de 2018, quando o Estadão propôs uma parceria para criar o primeiro produto acessível, um projeto interno. “Foi muito gratificante ver a turma super jovem totalmente engajada, interessada e sensibilizada! Este tipo de parceria nos mostra que estamos no caminho certo e que temos muito para transformar pela frente ainda!” comenta Simone.

Além do trabalho na agência, ela criou a iniciativa “Movimento Web Para Todos”. O movimento produz relatórios e estudos sobre acessibilidade na web, abre espaço para conscientizar as empresas dos sites, oferecendo manuais de referência com as principais diretrizes e recomendações para práticas de comunicação mais inclusivas.  http://mwpt.com.br/acessibilidade-digital/boas-praticas/

“O Movimento surgiu a partir de uma inquietude minha de levar todo esse conhecimento acumulado em dez anos para a sociedade. Por meio da Espiral, estávamos transformando pontualmente nossos clientes. Mas era pouco. Com a ideia do Movimento, ganhamos escala.”

Em um ano de vida, o Movimento já une quase 30 organizações parceiras na mobilização da sociedade pela acessibilidade digital, que se organizam por meio de palestras, eventos, debates, congressos, e na capacitação de profissionais como gerentes de projetos, desenvolvedores, designers e conteudistas. “Nós impactamos diretamente mais de 2 mil profissionais, realizamos mais de 1,5 mil testes de acessibilidade na plataforma e sensibilizamos presencialmente mais de 150 organizações! E temos certeza que estamos apenas começando”.

Universidade de Southampton oferece curso online gratuito em acessibilidade digital

O curso oferecido pela plataforma FutureLearn é uma ótima oportunidade para aprender sobre tecnologia em língua inglesa

Com início no dia 8 de outubro, a plataforma britânica FutureLearn divulga um curso online com o tema “Acessibilidade Digital: Promovendo a participação na sociedade da informação”. O curso é resultado de uma parceria entre a Universidade de Southampton e o MOOCAP, um projeto europeu que tem a intenção de promover educação em design acessível.

O curso tem a duração de 5 semanas e serão 8 universidades discutindo acessibilidade digital, desde o seu desenvolvimento até o ponto de vista do usuário com estudos de caso e novas tecnologias. Além de ser um estudo aprofundado do tema com  os conteúdos mais recentes sobre requerimentos legais e guias para WEB, aparelhos móveis, documentos etc.

A intenção deste curso é ajudar o participante a entender quais as barreiras e dificuldades no uso das tecnologias digitais para deficientes sensoriais, físicos e cognitivos. O curso vai focar em como o uso de um design acessível e inclusivo pode superar essas dificuldades. Quando se tem um melhor entendimento sobre as necessidades do usuário, as tecnologias podem ser desenvolvidas para serem acessíveis e construir um ambiente inclusivo.

De acordo com a plataforma de inscrição, neste curso você descobrirá como fazer uma diferença importante nas vidas dessas pessoas e o público que se pretende atingir é bem variado.

Idioma: inglês

Responsáveis pelo curso: O professor Mike Wald, que promove um grupo de pesquisa ECS Acessibilidade na Universidade de Southampton.

E.A. Draffan, pesquisadora chefe e membro do grupo ECS Acessibility,  professora é terapeuta em discurso e linguagem com interesses em tecnologias assistivas e acessibilidade digital.

Abi James, uma pesquisadora do mesmo grupo, com enfoque em como utilizar ferramentas para a acessibilidade e usabilidade digital com estudantes deficientes.

Quem pode fazer?

O curso é especialmente para: desenvolvedores de sites, design ou profissionais de marketing, ou qualquer pessoa que produza conteúdos específicos que utilizam tecnologia, trabalhadores que podem descobrir como as tecnologias acessíveis podem incrementar no marketing dos seus produtos e serviços. Você vai aprender como a tecnologia pode ajudar em casa, nos estudos e no trabalho.

Conteúdo:

O que é acessibilidade digital?;

Acessibilidade digital e Negócios;

A relação entre acessibilidade, usabilidade e experiência do usuário;

Desafios e barreiras enfrentados pelas pessoas com deficiência;

Barreiras em vídeos e áudios;

Legendagem e audiodescrição;

Criação, monitoramento e desenvolvimento de documentos web e serviços de acessibilidade;

Leitores de Tela, braille e o acesso às tecnologias;

Guias, panoramas e princípios sobre WEB Acessível segundo o design universal.

Custo:

O curso é totalmente gratuito, tendo também a possibilidade de pagar sua inscrição em busca de materiais extra e um certificado personalizado. Para se inscrever é só clicar no link:

https://www.futurelearn.com/courses/digital-accessibility

Alguns links úteis para download oferecidos pela FutureLearn que te ajudam a estudar online:

https://www.futurelearn.com/learning-guide

https://about.futurelearn.com/blog/6-social-learning-tips

#FLaccessibility

 

Bauru recebe exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa

A instalação estará no Teatro Municipal de Bauru até dia 13 de outubro e conta com recursos de tecnologia acessível

 

A Secretaria de Estado da Cultura traz uma exposição do Museu da Língua Portuguesa para o Teatro Municipal de Bauru e ocorrerá do dia 17 de setembro até o dia 13 de outubro e tem a história do nosso idioma como tema central.

Com uma estrutura tecnológica que conta com vídeos, áudios e janelas interativas, a atração convida o seu visitante a embarcar em uma viagem de literatura, música e história que conta como as diferentes culturas do mundo influenciaram na nossa língua. Será possível também conhecer as particularidades de cada região, as expressões e os sotaques que trazem a beleza e a poesia do nosso falar.

Um destaque da exposição é que ela também possui recursos de acessibilidade, com janela de Libras, audiodescrição e Braille. Além disso, é possível marcar agendamento para visitação de grupos e escolas e conta com a presença integral de monitores que garantem um bom aproveitamento da visitação que dura em média 45 minutos.

Local: Centro Cultural – Galeria do piso superior, com acessibilidade (elevador e rampa)

Avenida Nações Unidas, 8-9 – Centro – Bauru, São Paulo

Quando: De segunda, terça, quarta e sexta, das 8h30 às 18h; Quinta, das 8h30 às 21h e sábados, das 14h às 20h.

Para agendar uma visita monitorada em grupo é só ligar para o telefone (14) 3232-1552, de segunda a sexta, das 9h às 17h30.

Confira as fotos e legendas descritivas da instalação:

 

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#PraCegoVer: A imagem mostra um painel construído com uma estrutura de madeira, há caixotes na parte superior e no chão. No centro do painel há a imagem de um trem na cor preta, soltando fumaça. Em letras brancas e finas temos a inscrição “Estação da Língua”.

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#PraCegoVer: A foto mostra uma sala de vídeo no formato retangular. Há uma tela de cinema à esquerda da foto e bancos alinhados do lado direito da foto. Nas telas, os vídeos apresentados mostram variedades linguísticas e dos sotaques no Brasil. No canto inferior direito da tela, há um avatar de LIBRAS.

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#PraCegoVer: A foto é de um painel interativo, com janelas de texto e fotos de paisagens de cidades históricas do Brasil.

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#PraCegoVer: A foto mostra um painel que forma uma linha do tempo da língua portuguesa falada no Brasil, começando em 1532 com o primeiro contato dos indígenas com os portugueses, até os dias de hoje. Este painel possui texto, ilustrações, fotos, mapas e quadrinhos.