ARSAD 2019 Advanced Research Seminar on Audio Description (TransMedia Catalonia- Barcelona)

De 19 a 21 de março de 2019 ocorrerá o 7º ARSAD (Advanced Research Seminar on Audio Description) em Barcelona.

Organizado pelo grupo de pesquisa TransMedia Catalonia, o evento tem se destacado por promover debates e troca de experiências entre pesquisadores, audiodescritores, produtores audiovisuais e usuários de AD de vários continentes.

Todas as atividades do ARSAD serão na  Residència de Investigadors (C/Hospital, 64, 08001 Barcelona).

Abaixo o link do evento.

http://grupsderecerca.uab.cat/arsad/

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Campanha para legenda nacional completa 14 anos

 

Resultado de imagem para legenda para quem não ouve mas se emociona

#Paratodoslerem: Logomarca da campanha. No e-flyer sob fundo preto encontramos quatro retângulos alternando fundo preto com letras brancas e fundo branco com letras pretas. Em fonte condensada, em caixa-alta, aparecem os dizeres: Legenda para quem não ouve, mas se emociona!

    O movimento “Legenda para quem não ouve, mas se emociona” é uma iniciativa para inclusão de legendas para surdos e ensurdecidos nas produções cinematográficas e em peças teatrais nacionais.

     A campanha completou 14 anos em maio de 2018, mas ainda recolhe assinaturas para tornar possível uma Lei Nacional que consiga suprir essa lacuna na acessibilidade das produções audiovisuais, garantindo o acesso a legendas, como o projeto de Lei Federal n° 256/2007

   Criada em 2004, pelo então estudante na Universidade Federal de Pernambuco, Marcelo Pedrosa, a campanha viralizou nas redes sociais. “Meu objetivo é aumentar o número de pessoas conscientes dos direitos dos surdos e, assim, ter força para lutar por um ideal de igualdade nas atividades de lazer. É oportuno lembrar a famosa frase: Se não houvesse esperança, não estaríamos lutando”, afirma Marcelo.

   Uma campanha semelhante, criada pelo psicólogo Pedro Assunção no Facebook em 2016, ganhou muito destaque no Twitter. Tratava-se de uma campanha por legendas em filmes nacionais na Netflix ou outras plataformas de streaming, o #Netflixparasurdover. No poster que viralizou no Twitter e no Facebook escontrávamos a mensagem: “Muita gente não sabe, mas pessoas surdas não estão assistindo aos filmes nacionais na Netflix, pois não tem legenda disponível”.

  De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva (DA), o que representa 5,1% da população brasileira. Pela falta de legendas em filmes brasileiros, muitos deficientes auditivos acabam optando por filmes legendados estrangeiros, tanto na internet, quanto nos cinemas. Ou seja, 5,1% da população brasileira não têm pleno acesso ao conteúdo cinematográfico produzido em seu próprio país.

  Parte das emissoras de TV disponibiliza legendas para surdos, a chamada closed caption (CC) ou legenda oculta, além das falas dos atores ou apresentadores e outros ruídos que ajudem na compreensão da cena, porém a televisão deve vir com a função de legenda que é acessada por meio de um menu, isso não funcionaria, portanto, para assistir pelo celular ou computador.

  O MATAV entrou em contato com a jornalista Ana Raquel Mangili, deficiente auditiva, para saber sua opinião sobre a temática: “Essa campanha existe há um bom tempo na internet, desde os tempos do Orkut já havia grupos de pessoas surdas organizadas, aquelas que têm como a primeira língua o português e não a libras. Por isso a importância das legendas, porque a interpretação em libras não adianta para quem não conhece o idioma. Até alguns usuários de libras apoiam essa campanha”. Diz Ana Raquel, que também é assessora de imprensa da ADAP, Associação dos Deficientes Auditivos de Bauru.

  A  campanha “legenda para quem não ouve, mas se emociona” procura chamar atenção nas redes sociais para o projeto Legenda Nacional, com o intuito de promover a inclusão e a acessibilidade à cultura no Brasil. Conheça mais sobre o projeto através do site  e vídeo oficial.

 

Acessibilidade é o tema da Semana do Tradutor/2018 – Unesp/IBILCE

semanadotradutor

A tradicional Semana do Tradutor, organizada anualmente pelos alunos e professores de Tradução da Unesp de São José do Rio Preto terá como tema este ano: ˜Caminhos da acessibilidade: o papel sociocultural da tradução”.

Nossa querida colega Bell Machado estará por lá falando de audiodescrição.

Curtam, participem e inscrevam-se!

 

https://38semanadotradutor.wixsite.com/unesp

 

 

 

#PraCegover é incentivo para a acessibilidade nas redes sociais

 A partir deste mês o Blog do MATAV incluirá as descrições de imagens postadas nos posts. Adoraremos a #paratodosverem.

Leiam a matéria feita pela Juliana Gonzalez sobre o início da campanha #paracegover.

A criadora do projeto #PraCegover é a professora Patrícia Silva de Jesus, ou como prefere ser chamada, Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva. A iniciativa da professora baiana teve início em 2012 através da hashtag no facebook, que se espalhou pelas redes sociais e deixou muita gente curiosa. A ideia era fazer os videntes se darem conta de que as pessoas com deficiência visual também utilizam as redes e têm direito de acesso aos conteúdos visuais, já que os leitores de tela ou linhas de Braille leem apenas a parte textual. Desse modo incentiva-se a criação de legendas descritivas das imagens com a hashtag #PraCegover, tornando o seu conteúdo mais inclusivo.

 

  Em sua página do facebook, Patrícia dá algumas dicas valiosas para a descrição das imagens nas redes sociais:

  1. Coloque a hashtag #PraCegoVer.
  2. Anuncie o tipo de imagem: fotografia, cartum, tirinha, ilustração…
  3. Comece a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo [a ordem natural de escrita e leitura ocidental]
  4. Informe as cores: Fotografia em tons de cinza, em tons de sépia, em branco e preto [se a foto for colorida, não precisa informar “fotografia colorida”, porque você vai dizer as cores dos elementos da foto na descrição e a indicação ficará redundante. Se você já vai dizer que a moça está de casaco vermelho, ao lado de flores amarelas, não preciso dizer que a foto é colorida].
  5. Descreva todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passo para o próximo ponto, criando uma sequência lógica.
  6. Descreva com períodos curtos [se posso falar com 3 palavras, não vou usar 5].
  7. Comece pelos elementos menos importantes, contextualizando a cena, e vá afunilando até chegar ao clímax, no ponto chave da imagem.

A imagem pode conter: 2 pessoas, tela

#PraCegoVer: Fotografia onde aparece o deputado Angelo Almeida ao lado da professora Patrícia Braille. Eles estão sentados na bancada do Plenarinho. Ao fundo, o slide projeta a marca Pra Cego Ver e um banner azul exibe a marca da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência.

  Essa foi a solução encontrada para os conteúdos compartilhados nas redes sociais, mas e o resto da internet? Nos sites da Web nos deparamos com uma quantidade infinita de imagens, sejam elas essenciais ou decorativas, fotos, pinturas, logotipos, gráficos, etc. Toda informação que esses signos visuais contém ficam inacessíveis já que os recursos de Tecnologia Assistiva não fazem sua leitura, eles apenas transformam o texto em áudio, porém, se a imagem carregar um texto descritivo nela, o leitor já pode ter acesso a esse conteúdo. Para tornar o conteúdo do seu site acessível, é preciso fazer a descrição da imagem utilizando o texto alternativo. Esse recurso consiste em inserir a legenda descritiva “dentro” da imagem, passando com o mouse sobre a imagem, podemos ler o texto alternativo. Nas páginas Web, o texto alternativo é inserido no atributo “alt” do elemento <img>, já para documentos digitais, adicione a descrição em “propriedades da imagem”.