Universidade de Southampton oferece curso online gratuito em acessibilidade digital

O curso oferecido pela plataforma FutureLearn é uma ótima oportunidade para aprender sobre tecnologia em língua inglesa

Com início no dia 8 de outubro, a plataforma britânica FutureLearn divulga um curso online com o tema “Acessibilidade Digital: Promovendo a participação na sociedade da informação”. O curso é resultado de uma parceria entre a Universidade de Southampton e o MOOCAP, um projeto europeu que tem a intenção de promover educação em design acessível.

O curso tem a duração de 5 semanas e serão 8 universidades discutindo acessibilidade digital, desde o seu desenvolvimento até o ponto de vista do usuário com estudos de caso e novas tecnologias. Além de ser um estudo aprofundado do tema com  os conteúdos mais recentes sobre requerimentos legais e guias para WEB, aparelhos móveis, documentos etc.

A intenção deste curso é ajudar o participante a entender quais as barreiras e dificuldades no uso das tecnologias digitais para deficientes sensoriais, físicos e cognitivos. O curso vai focar em como o uso de um design acessível e inclusivo pode superar essas dificuldades. Quando se tem um melhor entendimento sobre as necessidades do usuário, as tecnologias podem ser desenvolvidas para serem acessíveis e construir um ambiente inclusivo.

De acordo com a plataforma de inscrição, neste curso você descobrirá como fazer uma diferença importante nas vidas dessas pessoas e o público que se pretende atingir é bem variado.

Idioma: inglês

Responsáveis pelo curso: O professor Mike Wald, que promove um grupo de pesquisa ECS Acessibilidade na Universidade de Southampton.

E.A. Draffan, pesquisadora chefe e membro do grupo ECS Acessibility,  professora é terapeuta em discurso e linguagem com interesses em tecnologias assistivas e acessibilidade digital.

Abi James, uma pesquisadora do mesmo grupo, com enfoque em como utilizar ferramentas para a acessibilidade e usabilidade digital com estudantes deficientes.

Quem pode fazer?

O curso é especialmente para: desenvolvedores de sites, design ou profissionais de marketing, ou qualquer pessoa que produza conteúdos específicos que utilizam tecnologia, trabalhadores que podem descobrir como as tecnologias acessíveis podem incrementar no marketing dos seus produtos e serviços. Você vai aprender como a tecnologia pode ajudar em casa, nos estudos e no trabalho.

Conteúdo:

O que é acessibilidade digital?;

Acessibilidade digital e Negócios;

A relação entre acessibilidade, usabilidade e experiência do usuário;

Desafios e barreiras enfrentados pelas pessoas com deficiência;

Barreiras em vídeos e áudios;

Legendagem e audiodescrição;

Criação, monitoramento e desenvolvimento de documentos web e serviços de acessibilidade;

Leitores de Tela, braille e o acesso às tecnologias;

Guias, panoramas e princípios sobre WEB Acessível segundo o design universal.

Custo:

O curso é totalmente gratuito, tendo também a possibilidade de pagar sua inscrição em busca de materiais extra e um certificado personalizado. Para se inscrever é só clicar no link:

https://www.futurelearn.com/courses/digital-accessibility

Alguns links úteis para download oferecidos pela FutureLearn que te ajudam a estudar online:

https://www.futurelearn.com/learning-guide

https://about.futurelearn.com/blog/6-social-learning-tips

#FLaccessibility

 

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Bauru recebe exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa

A instalação estará no Teatro Municipal de Bauru até dia 13 de outubro e conta com recursos de tecnologia acessível

 

A Secretaria de Estado da Cultura traz uma exposição do Museu da Língua Portuguesa para o Teatro Municipal de Bauru e ocorrerá do dia 17 de setembro até o dia 13 de outubro e tem a história do nosso idioma como tema central.

Com uma estrutura tecnológica que conta com vídeos, áudios e janelas interativas, a atração convida o seu visitante a embarcar em uma viagem de literatura, música e história que conta como as diferentes culturas do mundo influenciaram na nossa língua. Será possível também conhecer as particularidades de cada região, as expressões e os sotaques que trazem a beleza e a poesia do nosso falar.

Um destaque da exposição é que ela também possui recursos de acessibilidade, com janela de Libras, audiodescrição e Braille. Além disso, é possível marcar agendamento para visitação de grupos e escolas e conta com a presença integral de monitores que garantem um bom aproveitamento da visitação que dura em média 45 minutos.

Local: Centro Cultural – Galeria do piso superior, com acessibilidade (elevador e rampa)

Avenida Nações Unidas, 8-9 – Centro – Bauru, São Paulo

Quando: De segunda, terça, quarta e sexta, das 8h30 às 18h; Quinta, das 8h30 às 21h e sábados, das 14h às 20h.

Para agendar uma visita monitorada em grupo é só ligar para o telefone (14) 3232-1552, de segunda a sexta, das 9h às 17h30.

Confira as fotos e legendas descritivas da instalação:

 

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#PraCegoVer: A imagem mostra um painel construído com uma estrutura de madeira, há caixotes na parte superior e no chão. No centro do painel há a imagem de um trem na cor preta, soltando fumaça. Em letras brancas e finas temos a inscrição “Estação da Língua”.

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#PraCegoVer: A foto mostra uma sala de vídeo no formato retangular. Há uma tela de cinema à esquerda da foto e bancos alinhados do lado direito da foto. Nas telas, os vídeos apresentados mostram variedades linguísticas e dos sotaques no Brasil. No canto inferior direito da tela, há um avatar de LIBRAS.

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#PraCegoVer: A foto é de um painel interativo, com janelas de texto e fotos de paisagens de cidades históricas do Brasil.

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#PraCegoVer: A foto mostra um painel que forma uma linha do tempo da língua portuguesa falada no Brasil, começando em 1532 com o primeiro contato dos indígenas com os portugueses, até os dias de hoje. Este painel possui texto, ilustrações, fotos, mapas e quadrinhos.

 

 

Secretaria da Cultura de Bauru realiza a 24ª edição do “Arte sem Barreiras”

O evento tem como intuito valorizar o talento da pessoa com deficiência

Com início nesta segunda-feira, 1 de outubro, o Festival “Arte sem Barreiras” é promovido pela Secretaria da Cultura de Bauru e já está na sua  24ª edição. “O intuito é mostrar especialmente como estas entidades utilizam a arte como forma de terapia e inclusão social”, declara Susana Godoy, diretora de Ação Cultural. O evento conta com apresentações artísticas para todos os gostos, com música, dança e cinema. As apresentações são realizadas pelas entidades de Bauru e região que atendem à pessoa com deficiência e são referências nacionais em reabilitação, como o Lar Santa Luzia para cegos, Sorri, as unidades da Apae de Bauru, Botucatu, Jaú e Lençóis-Paulista. “Para gente é um evento muito importante porque trata justamente do talento e evidencia a parte artística da pessoa com deficiência na sua habilidade e não na sua limitação”, finaliza Susana.

O evento também conta com uma parceria que vem de edições anteriores com a Unesp de Bauru, o grupo de pesquisa MATAV (Mídia Acessível e Tradução Audiovisual) estará presente realizando uma mostra de curtas acessíveis com voice over, audiodescrição e janela de Libras. Os filmes escolhidos para o evento são: “Inclusive Elas”, com direção de Ana Beatriz Stamato e “Sobre o Amor”, com a direção de Tofik Shakhverdiev.  O grupo formado por alunos da Unesp do projeto Biblioteca Falada produziu um Radiodrama com os usuários do Lar Santa Luzia e fará a apresentação do projeto.

Além das diversas apresentações artísticas, este ano o Festival “Arte Sem Barreiras” conta também com uma palestra cujo tema é “Tecnologia Assistiva aplicada em Educação e Cultura”. Os palestrantes são ligados ao Instituto Laratec para pessoas com deficiência visual. Os responsáveis pelo evento serão Robert Mortimer, que é coordenador técnico e engenheiro eletrônico formado pelo Massachussetts Intitute of Technology, e Leonardo Gleison Ferreira, que possui bacharelado em Marketing, graduado em Ciências da Computação e técnico em Tecnologia Assistiva.

A ideia da palestra é mostrar a Tecnologia Assistiva como ferramenta de independência e autonomia social para a pessoa com deficiência.

A realização do Artes sem Barreiras é da Secretaria Municipal de Cultura e a entrada para todos os eventos é gratuita.

Local:  Teatro Municipal – Avenida Nações Unidas, 8-9 – Centro – Bauru, São Paulo

Data:  1, 3 e 4 de outubro

Para mais informações: (14) 3232-4343 / 3232-1945.

Confira a programação completa:

Na segunda-feira dia 1, às 14h

  1. Apresentação de tango da Apae Bauru
  2. Apresentação musical de percussão com o Projeto Guri de Bauru
  3. Mostra de curtas sobre deficiência voice over, audiodescrição e LIBRAS. Debate sobre acessibilidade no audiovisual, promovido pelo grupo MATAV

Quarta-feira, dia 3

9h: Palestra “Tecnologia Assistiva aplicada em educação e cultura” com os colaboradores Robert Mortiner e Leonardo Ferreira do LaraTec (centro de tecnologia assistiva para deficientes visuais)

10h: Radiodrama, uma apresentação do Lar Escola Santa Luzia em parceria com o projeto Biblioteca Falada da Unesp de Bauru

14h: Apresentação artística de usuários das Entidades que atendem pessoas com deficiência em Bauru e região

Quinta-feira, dia 4

14h: Apresentação artística de usuários das Entidades que atendem pessoas com deficiência em Bauru e região

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Audiodescrição na TV aberta e nas plataformas streaming

 

Saiba como ativar a audiodescrição na sua TV digital e outros recursos

 

   As emissoras de televisão aberta no Brasil são obrigadas por lei a ter programação com audiodescrição, pelo menos duas horas semanais, desde 1° de julho de 2011. A audiodescrição (AD) é um recurso de acessibilidade para possibilitar que deficientes visuais tenham melhor compreensão do conteúdo audiovisual, com uma narração que descreve detalhadamente as imagens. No Brasil existem em torno de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, de acordo com IBGE 2010, porém, a população tem pouco acesso conteúdos televisivos acessíveis ou ainda não sabe onde e como procurá-lo.

   Para ativar o recurso de audiodescrição na sua TV é preciso que ela receba o sinal digital na sua casa, depois disso, aperte a tecla “SAP” onde podemos trocar o canal de áudio: do “português” para o “português com audiodescrição”. Pronto, assim que um programa com o recurso estiver passando, ele funcionará automaticamente. Quem utiliza o sinal digital por TV a cabo talvez encontre alguma dificuldade para ativar o recurso, vale a pena lembrar que apenas os canais de TV aberta cumprem as metas semanais de conteúdos acessíveis. Caso a sua operadora por assinatura não transmita a audiodescrição nos programas que possuem o recurso na TV aberta digital, podem ser feitas reclamações ligando para 1331 da Anatel.

   Segundo a Portaria do Ministério das Comunicações nº 188/2010, a meta é atingir progressivamente 20 horas semanais até 2020. Em 2018, todos os canais de TV aberta deveriam cumprir 12 horas de conteúdo acessível em sua programação, o que não corresponde à realidade.

   Se você conseguiu ativar o recurso, mas não sabe quais são os programas acessíveis, as emissoras criaram um sinal sonoro e um logo específico para avisar que o programa tem audiodescrição, como na Rede Globo, por exemplo, a primeira a utilizar este tipo de aviso.

   A Rede Globo é campeã na transmissão de filmes com audiodescrição nos seguintes programas: Sessão da Tarde, Tela Quente, Temperatura Máxima, Supercine e Domingo Maior, cumprindo aproximadamente 6 horas de conteúdo acessível semanais. A emissora ainda apresenta audiodescrição em alguns programas de reportagem ou entretenimento, então é sempre bom ficar atento.

   A Record TV também apresenta o recurso em sua programação de entretenimento, como no Hoje em Dia, além de filmes nos programas Super Tela e Cine Aventura.

   O canal SBT criou uma vinheta para informar os espectadores sobre a presença da audiodescrição, tendo como programa representativo, o seriado Mexicano “Chaves”, desde 2011.

   A TV Brasil e a TV Aparecida possuem a programação acessível disponível para consulta virtual:

http://tvbrasil.ebc.com.br/programas-com-audiodescricao

http://www.a12.com/tv/programacao

    Atualmente a internet é uma ferramenta muito importante para quem procura conteúdos audiovisuais, principalmente com a tendência das plataformas de streaming como a Netflix, que têm trazido recentemente a audiodescrição em suas produções originais. Infelizmente, a maior parte dos conteúdos possuem apenas a audiodescrição em inglês. Clique no link para assistir:

https://www.netflix.com/browse/audio-description

A lista possui filmes, séries e documentários com a audiodescrição em português, confira

  1. O Mecanismo
  2. 3%
  3. O Matador
  4. Laerte-se
  5. Fearless – 8 Segundos para a Glória
  6. Samantha!

            Além da Netflix, segue uma dica de site com conteúdos bem legais e diversificados com audiodescrição: O Legenda Sonora.

   O site possui várias categorias entre filmes, séries, desenhos, vídeos de Youtube etc. Entre os filmes disponíveis estão Forrest Gump e Jurassic Park, além de desenhos como Caverna do Dragão e Pica-pau. Tem ainda a categoria humor com a audiodescrição de vídeos engraçados divulgados no Youtube como por exemplo do canal Porta dos Fundos.

 

 

Entrevista com Fernando Botelho

Criador da organização F123, Fernando trabalha em função da inclusão dos deficientes visuais por meio da tecnologia

Fernando perdeu a visão ainda na adolescência e teve o privilégio de estudar sociologia nos Estados Unidos. No Brasil, criou uma empresa que produz software de baixo custo para pessoas cegas, contribuindo para a inclusão digital e social destas pessoas.

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Juliana Gonzalez: Ao ler artigos sobre acessibilidade e tecnologia, esbarrei no termo “desigualdade social no acesso à informação”. Isto é uma realidade no Brasil?

 Fernando Botelho: Existe sim uma consequência grande da maior dificuldade de acesso à informação, porque a informação é importantíssima hoje em dia em todo contexto, desde a educação até o trabalho e a vida social. No caso específico das pessoas com deficiência, os fatores que contribuem para a perpetuação desse sistema desigual é incluir com um menor nível educacional. Na média, pessoas com deficiência têm uma menor escolaridade e, como consequência, menor qualificação para os ambientes de trabalho e afeta o sucesso profissional do indivíduo.

 Juliana Gonzalez: Quais fatores você acredita que perpetuam a exclusão digital, principalmente nos âmbitos comunicacionais como no jornalismo?

Fernando Botelho:  Dificuldades em acessar a informação devido à falta de tecnologia apropriada como leitores de tela para pessoas cegas, dificuldades pelo design inapropriado de páginas web e outros meios de comunicação que criam barreiras ao acesso a toda informação disponível. Então, mesmo quando a pessoa tem um leitor de tela, muitas vezes esse leitor de tela não consegue ler a informação pela forma com que foi desenhado o site. A complexidade dessas tecnologias é um impedimento também para essas pessoas.

Juliana Gonzalez: Quais mudanças você acredita que precisam ser feitas para que exista uma igualdade nesse sentido?

Fernando Botelho: Existem muitas coisas que poderiam ser mudadas e melhoradas, mas o principal seria exigir a acessibilidade na forma com que os conteúdos são criados na internet. Não é financeiramente  oneroso fazer com que todos os sites sigam as regras de acessibilidade da W3C , mas isso cria um impacto grande, porque tanto os leitores de tela mais simples, quanto os leitores mais caros poderiam ler de forma eficiente as informações nas páginas WEB. Hoje isso ainda é um problema sério.

Juliana Gonzalez: Qual a importância das Tecnologias Assistivas neste cenário?

Fernando Botelho: Tecnologias Assistivas são essenciais, elas têm que estar disponíveis. É necessário que exista competição nesse mercado, que existam várias opções, que existam versões gratuitas para que o usuário possa escolher a que se encaixa melhor nas condições e necessidades da pessoa. O governo tem que incentivar, no sentido de exigir que quem produz e quem divulga a informação cumpra com requisitos mínimos de acessibilidade. Porque, a partir daí, o resto do trabalho de disponibilizar isso fica a cargo de quem elabora as Tecnologias Assistivas. Pelo menos uma base mínima de acessibilidade tem que existir na mídia. Nesse sentido, não estou falando só de quem é cego, mas com qualquer tipo deficiência.

Bauru recebe exposição itinerante do Memorial da Inclusão

Com o tema “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro” a exposição fica na Biblioteca Municipal “Rodrigues de Abreu” até o dia 5 de julho

    Segundo a Secretaria do Estado de São Paulo, desde 2010, o Memorial da Inclusão conta com duas versões itinerantes. Compostas por painéis interativos, a exposição viaja pelo interior paulista e também pelo Brasil afora. No dia 7 de junho, a exposição itinerante “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro” chegou à cidade de Bauru, interior do Estado de São Paulo, como uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, através do Memorial da Inclusão.

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#Pracegover: No centro da imagem encontramos os dizeres “Cultura Popular e Diversidade Corporal no Folclore Brasileiro”. Ao fundo da foto estão quatro painéis da exposição voltados para o centro formando um quadrado. No centro, uma árvore de madeira com vários post-it verdes colados em sua copa.

    Essa exposição busca interpretar a diversidade corporal dos personagens do folclore permitindo uma interação sensorial com o visitante, despertando a sua curiosidade para uma exploração das percepções corporais. Ela traz as lendas do Saçi-pererê, Curupira, Iara, Mula Sem-Cabeça, A lenda da Mandioca e O Nascimento da Noite. Com um painel interativo, onde o visitante pode tocar e sentir a obra, ele possui uma caixinha onde as pessoas podem colocar a mão e sentir diferentes texturas e formatos que se relacionam com as histórias contadas.

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#Pracegover: Na imagem, um homem de blusa azul está na frente do painel com a obra “Curupira”. Ele está usando fones de ouvido para ouvir a audiodescrição da lenda folclórica e em sua frente encontra-se um tablet que indica a opção em libras.

    Para retratar as lendas folclóricas brasileiras, a exposição traz acessibilidade sensorial também através de painéis com desenhos dos personagens em xilogravuras. As obras contam também com a audiodescrição das histórias e uma tela com libras para trazer a reflexão sobre a importância da acessibilidade sensorial em uma celebração da cultura popular brasileira em união com a proposta de uma sociedade mais inclusiva.

    Voltada para o público em geral, a exposição não limita os visitantes por idade, sendo muito frequentada por crianças, com visitas das escolas municipais da cidade de Bauru. A exposição também foi visitada pelo Lar Santa Luzia Para Cegos. Josiane, de 25 anos, é deficiente visual e frequentadora do lar, ela declara que a audiodescrição é muito boa porém, para ela, a xilogravura deixou a desejar. “O áudio deu para entender bem, mas o desenho em si do painel não deu muito bem para perceber”, comenta. Sua obra favorita foi a lenda de Iara, a sereia.

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#Pracegover: Na foto, uma menina com blusa azul está de frente para o painel com a obra “Iara”. Ela toca o desenho de xilogravura da sereia, enquanto usa fones de ouvido para ter acesso à audiodescrição da lenda.

    A exposição também possui uma árvore cenográfica ao centro, onde os visitantes podem deixar o seu recado e contar como foi a experiência. A entrada é gratuita e as obras permanecerão em Bauru até o dia 5 de julho, na Biblioteca Municipal “Rodrigues de Abreu”, localizada no prédio do Centro Cultural e Teatro Municipal, Avenida Nações Unidas 8-9, nos horários de segunda a sexta das 8h às 18h e aos sábados das 9h às 12h. Para maiores informações, (14) 3232-4343.

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#Pracegover: Na imagem a árvore de mdf com vários post-it verdes com recados dos visitantes. No seu tronco temos a figura ilustrada dos personagens folclóricos Saçi-pererê e Curupira.

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#Pracegover: Na imagem uma foto aproximada de um post-it verde escrito “Show de Acessibilidade 10/10”. No canto inferior direito da imagem também aparece outro recado “Bem legal e muito criativo” com o desenho de um coração. Ao fundo da foto aparece o painel com a história “Nascimento da Noite” com as cores roxo e branco.

MovieReading e o futuro da acessibilidade nos cinemas

O aplicativo conta com recursos de acessibilidade para a inclusão cultural

   Desde novembro de 2016, está em vigor a Instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que regulamenta inclusão de recursos de acessibilidade auditiva e visual nas salas de cinema. O plano é que até 2020 todas as salas de cinema sejam acessíveis, com o conteúdo adaptado dos filmes em formato de audiodescrição, closed caption (legenda) e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para deficientes auditivos e visuais. Para que esse futuro se torne possível, empresas têm investido em tecnologia e acessibilidade, e com isso surgiu o aplicativo Movie Reading.

   Criado pela empresa Iguale Comunicação de Acessibilidade em parceria com a Universal Multimedia Acces, o Movie Reading é um aplicativo de tecnologia assistiva e promete acessibilidade nas salas de cinema, com recurso de sincronização de áudio e legenda (e libras) automático e audiodescrição dos filmes em cartaz. O aplicativo está disponível para download gratuito nos sistemas Android e iOS, e uma vez baixado no seu celular, não é preciso de internet móvel para acessar os conteúdos do aplicativo. Para a audiodescrição, apenas um fone de ouvido em mãos é o suficiente. Porém, acompanhar as legendas no celular ao mesmo tempo que assiste o filme na tela dos cinemas pode ser um tanto incômodo, para resolver esse problema foram desenvolvidos óculos eletrônicos para visualizar as legendas e tornar a experiência mais confortável.

   Essa tecnologia é eficaz e facilitadora, e é um grande destaque da acessibilidade cultural hoje, já que não precisa de adaptação das salas de cinema e pode ser utilizada em casa com um filme em DVD ou na internet. Como? É só baixar o aplicativo, selecionar o filme que deseja e baixar o recurso necessário: audiodescrição, legendas e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), depois, é só acessar de onde estiver, seja em casa ou no cinema. Além disso, não precisa ter wi-fi para acessar os conteúdos baixados, o aplicativo conta com sincronismo automático através de reconhecimento do áudio.

Dicas da MovieReading Brasil para usar o aplicativo:

1- Baixe o recurso antes de sair de casa.

2- Cuidado para não bloquear o microfone do seu celular ou tablet (evite colocar o dispositivo no bolso, bolsa ou utilizar capinhas que cubram o celular por inteiro.

3- Evite o uso de fones que tenham também microfone, utilize o microfone próprio do dispositivo.

   No mês de Maio o aplicativo ganhou destaque pela audiodescrição do filme “Teu mundo não cabe nos meus olhos”, dirigido por Paulo Nascimento e protagonizado por Edson Celulari. O filme fala sobre deficiência visual, tendo um cego como personagem principal, mas quem roubou a cena foi a pequena Giulia, de 11 anos, filha de Roger, recém contratado atacante do Corinthians. Ela foi convidada pelo Globo Esporte para experienciar uma sessão de cinema do filme com a ajuda da audiodescrição do Movie Reading.

“A parte que eu mais gostei do filme foi quando ele volta a não enxergar. Foi a parte que mais gostei porque ele voltou a ser feliz. Se acontecesse comigo, eu tomaria a mesma decisão que ele. Não a de enxergar, mas a de não enxergar”, afirmou Giulia, em uma entrevista para a revista esportiva Lance!.

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Créditos da imagem: Guilherme Pereira

 

#paracegover #paratodosverem Na imagem Giulia e Roger estão de mãos dadas. A menina estã com um vestido preto de mangas compridas e uma tiara vermelha. O jogador está com uma camisa branca e calças jeans. Os dois sorriem. Ao fundo, o poster do filme “Teu mundo não cabe nos meus olhos” com os atores Edson Celulari e Soledad Villami.

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Créditos da imagem: Reprodução/Globoesporte

#pracegover #paratodosverem Em uma sala de cinema, pai e filha sentam em poltronas lado a lado. A menina Giulia está de olhos fechados, porém esboça um sorriso e está com fones de ouvido. O pai, Roger, está olhando para ela e sorri.

#Cinemaparatodos #CinemacomAcessibilidade