MATAV Visita o Instituto Laramara

A instituição é referência em projetos de inclusão e desenvolvimento de tecnologia para deficientes visuais

Em uma visita ao Instituto Laramara tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da história do instituto e o seu trabalho social em habilitação e acessibilidade. Hoje o instituto existe como uma unidade de negócios, onde o lucro é revertido para a Laramara, que atende gratuitamente a comunidade no bairro Barra Funda, da cidade de São Paulo. A empresa foi formada pelo casal Mara e Victor Siaulys, que reuniu profissionais em busca de encontrar soluções para a educação de sua filha Lara. Fundando assim uma instituição que visa a inclusão da pessoa com deficiência, e tem como base três pilares principais: a família, a educação e o trabalho. A visita foi guiada pelo voluntário Antônio Carlos, que também é deficiente visual, ele explica: “O nome Laramara vêm da junção dos nomes da mãe e da filha, e é essa relação de amor e família que buscamos reproduzir aqui no Instituto. Eu espero que até o final da visita você fique tipo “agora sim”.

A instituição Laramara atende pessoas cegas ou de baixa visão e que tenham deficiências múltiplas além da visual, sem restrições de idades, apesar de seu maior público ser o infantil, representando 90% dos atendimentos. Ele se destaca com base na independência e inclusão dessas pessoas na sociedade. Com seu centro de desenvolvimento de tecnologias assistivas, o Laratec  e também laboratórios de informática em seu prédio. Além de contar com uma gama de profissionais que prezam pela autonomia social como circular pela cidade ou navegar na internet e estimulam os conhecimentos sensoriais e culturais com aulas de música e artes plásticas.

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#ParaCegoVer:  Na foto temos a visão de fora de uma sala de música do Instituto Laramara, visto por uma grande janela de vidro.  Ao lado da janela existe uma placa escrito “Música” com o logo do Instituto, o desenho de um olho na cor azul.  No interior da sala vários violões pendurados em uma parede, caixas de som, cadeiras e outros instrumentos musicais.

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#ParaCegoVer: Na imagem temos duas fotos, uma em cima da outra, de diferentes ângulos de uma sala de artes plásticas do Instituto Laramara. Na primeira, cavaletes expõe pinturas e desenhos, enquanto na segunda, duas estantes expõe esculturas coloridas. 

“Tudo aqui na Laramara é baseado no brincar”, afirma Antônio, segundo ele, quanto mais estimulada é a criança, melhor é a sua visão com o passar do tempo. É  por isso que hoje, o número de pessoas atendidas com baixa visão é maior do que as que têm perda de visão total, pois estão recebendo estímulo desde cedo. 

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#ParaCegoVer: A imagem mostra um pátio coberto com brinquedos de plástico com escadas e escorregadores coloridos. 

A Laramara forma parcerias com escolas da cidade de São Paulo, oferecendo curso para a capacitação de professores e profissionais da educação, e até da família para que a criança atendida tenha total apoio em seu desenvolvimento e não seja privada da experiência de estudar em uma escola comum ou de ir à um passeio em um parque de diversões, por exemplo. É realizada também a fiscalização nas escolas de seus alunos para verificar se está sendo feita a inclusão das crianças nas aulas, e principalmente nas atividades recreativas. “Inclusão é em tudo, é na escola, na brincadeira, no passeio, no esporte, na igreja, na faculdade, trabalho, balada. Tem que ser em tudo, se não é, então não há inclusão”, explica o guia.

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#PraCegoVer: Na imagem um técnico funcionário do Instituto Laramara mostra como funciona os ampliadores de tela, que permitem uma ampliação dos conteúdos do papel que podem ser vistos por uma tela, permitindo que pessoas com baixa visão possam ler um livro, por exemplo.

Se para as crianças o mais importante é brincar, para o adulto é a autonomia de ir e vir, por isso a Laramara têm um módulo específico em “Orientação em mobilidade”. O pilar do trabalho é impulsionado com cursos e orientações para o mercado e desenvolvimento profissional, com módulos de comunicação onde é possível aprender a língua inglesa, informática, projeto de vida, cidadania, apresentação pessoal, etc. Como disse Antônio, cada indivíduo é único e tem que ter a liberdade para desenvolver suas habilidades e gostos pessoais. A missão é trabalhar com as potencialidades, e não com as deficiências. O objetivo final é que a criança que descobriu o mundo através da brincadeira,  possa tornar-se um cidadão produtivo, social e feliz. 

 

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