AUDIODESCRIÇÃO NA ESCOLA: ABRINDO CAMINHOS PARA LEITURA DE MUNDO

Descrição da imagem: imagem da capa do livro nas cores azul e branca. Na parte superior da imagem há o nome da autora Lívia Maria Villela de Mello Motta em letras brancas. Abaixo o título do livro na cor verde e o subtítulo na cor amarela AUDIODESCRIÇÃO NA ESCOLA: abrindo caminhos para leitura de mundo. Na parte central da capa do livro há uma gravura de uma sala de aula, assinada por Ricardo Ferraz. Na frente sala, aparece uma professora em pé, vestida de saia e blusa de manga curta, no lado esquerdo de seu rosto há um balão com os dizeres: O homem de chapéu preto, bigode e barba branca. A mão esquerda da professora indica uma tela com a pintura de um homem com chapéu preto, barba e bigode brancos. Ele está apenas com o olho esquerdo aberto, atrás dele há um papagaio colorido, ao fundo aparecem montanhas e parte da imagem do sol. À frente da professora há várias carteiras com crianças sentadas com livros abertos em cima da carteira. Um aluno está sentado em uma cadeira de rodas e outro garoto usa óculos escuros. Na janela à direita há a imagem de uma parte do globo terrestre. Na parte inferior da capa do livro aparece escrito PONTES, nome da editora.

O livro Audiodescrição na escola: abrindo caminhos para leitura de mundo, publicado em 2016, é da autoria de Lívia Maria Villela de Mello Motta, Doutora em Linguística Aplicada pela PUC de São Paulo. Além de promover a audiodescrição em diversos eventos, Lívia Motta também é pioneira em AD no Brasil e é formadora de dezenas audiodescritores.

Audiodescrição na Escola é dividida em nove capítulos, cada qual denominado de modo a sintetizar o que será abordado: primeiro capítulo (prefácio por Marta Gil) – A audiodescrição: uma maneira de vi-ver o mundo; segundo capítulo – A audiodescrição na escola: abrindo caminhos para leitura de mundo; terceiro capítulo – Audiodescrição de imagens estáticas em livros didáticos; quarto capítulo – Aprendendo a descrever fotografias, charges, cartuns, tirinhas e histórias em quadrinhos; quinto capítulo – Exibição de filmes em sala de aula e a participação de alunos com deficiência visual; sexto capítulo – Contação de histórias com audiodescrição; sétimo capítulo – O uso do quadro e de arquivos power point – verbalizar é preciso; oitavo capítulo – Audiodescrição em atividades extracurriculares como teatro, passeios, feiras e exposições; nono capítulo – Um poema para concluir audiodescrição na escola para todos.

O prefácio resume e expressa a opinião de Marta Gil sobre a obra de Motta e sobre a necessidade da utilização da audiodescrição nas escolas. Já os demais capítulos trazem diversas questões a serem consideradas para que haja mais atividades e recursos audiodescritos durante o processo de ensino-aprendizado, tornando, assim, a escola um ambiente inclusivo que promova a acessibilidade. 

Dentre estas questões abordadas ao longo da obra, podem ser destacadas: a definição do conceito de audiodescrição; as ideias de atividades de conscientização sobre a deficiência visual; a importância da visualização com o auxílio da audiodescrição das imagens presentes nos livros didáticos; as orientações para audiodescrição de vários tipos de imagens, de características fisionômicas, de personagens; as orientações para elaboração de roteiros de audiodescrição de filmes; as sugestões de atividades que trazem audiodescrição e que podem ser beneficiadas pelo conhecimento desse recurso (como a contação de histórias, no sexto capítulo); os tipos de livros existentes que trazem uma maior acessibilidade de conteúdo para aqueles que tem baixa ou nenhuma visão (audiolivros, livros daisy, livros em braile e ampliados); a reflexão acerca da necessidade de estratégias, como a verbalização e a audiodescrição; o incentivo a passeios escolares com mais recursos acessíveis, bem como a promoção de outras atividades extracurriculares (como a produção de uma peça de teatro pelos alunos).

Pode-se observar que Motta trouxe um livro que apresenta uma excelente organização da disposição de capítulos, bem como a divisão dentro de cada um, apresentando ao final de cada capítulo, com exceção do primeiro e do último, todas as referências que utilizou. Essa organização junto à linguagem de fácil compreensão e à toda exemplificação, proporciona uma leitura ao mesmo tempo reflexiva, dinâmica e motivante.

Além disso, o livro em si é a prova de que é possível trazer um material acessível de qualidade, visto que o título e o nome da editora estão também em braile na capa, tanto a capa quanto as imagens e as charges possuem descrições, e o livro ainda conta com um audiobook (livro falado) no formato de Cd.

Sabendo que Audiodescrição na escola é um livro que procura levar o conhecimento sobre audiodescrição para o âmbito escolar e universitário, gerando mais acessibilidade e inclusão, e levando em consideração a riqueza dos detalhes apresentados ao longo escrita de Motta, este livro é ideal para todos os profissionais envolvidos com o planejamento acadêmico, em especial os professores, que buscam levar a todos os estudantes um ensino de qualidade. Sua leitura também é recomendada aos profissionais do meio audiovisual, tradutores, bem como àqueles que possuam interesse em temáticas voltadas à acessibilidade ou que queiram conhecer mais sobre o assunto.

MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello. Audiodescrição na escola: abrindo caminhos para leitura de mundo. 1. Ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2016.

Pioneira em audiodescrição é uma da convidadas da XXI Jornada Multidisciplinar em Bauru

Matéria de João Batista de Carvalho e Silva Signorelli

Lívia Motta apresentará palestra que destaca a importância e os desafios da acessibilidade para pessoas com deficiência visual no Brasil.

livia

#pracegover #pratodosverem: Fotografia colorida de Lívia Motta. Ela está sorridente, usa óculos, batom vermelho claro, veste uma camisa branca e um colar com várias voltas metalizadas e em pedras. 

Nos próximos dias 16 a 18 de setembro, ocorrerá no Campus de Bauru da UNESP, a XXI Jornada Multidisciplinar – 2019, que terá como tema a Crise nas Humanidades: Inclusão e Resistência em Tempos de Retrocesso. Além das diversas atividades e apresentações de Comunicações, Oficinas e Projetos, a FAAC receberá convidados especiais que em palestras e conferências irão destacar diferentes facetas do tema da Jornada 2019.  

Dentre estes, destaca-se Lívia Maria Villela de Mello Motta, que além de ter mestrado e doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), é audiodescritora, formadora de audiodescritores, e diretora da empresa Ver Com Palavras, que realiza audiodescrições para diversos tipos de espetáculos, eventos, e produtos audiovisuais e editoriais.

Lívia é a pioneira nesse recurso de acessibilidade no Brasil, tendo sido responsável pela primeira audiodescrição de uma peça de teatro e de ópera, além de ter organizado a primeira obra sobre audiodescrição e acessibilidade cultural no país, o livro “Audiodescrição: transformando imagens em palavras”. 

Este ano o Blog do MATAV entrevistou a audiodescritora, na ocasião em que audiodescreveu o desfile de carnaval no Sambódromo do Anhembi (link: https://matavunesp.wordpress.com/2019/03/05/desfiles-no-anhembi-tem-camarote-com-recursos-de-acessibilidade/

No evento da FAAC, apresentará a palestra “Audiodescrição e inclusão cultural: aprendendo a expandir o olhar”.

A palestra/oficina de Lívia Motta objetiva discutir e oferecer oportunidades de reflexão sobre a audiodescrição, recurso de acessibilidade comunicacional e modalidade de tradução audiovisual intersemiótica, que possibilita a expansão do olhar, transformando imagens em palavras e ampliando, desta forma, o entendimento e a experiência estética de pessoas com deficiência visual em espetáculos, eventos e produtos audiovisuais por meio de informação sonora. Além do conceito e das diferentes possibilidades de aplicação, serão apresentados também os avanços e dificuldades da implementação do recurso no Brasil.

Ela será realizada na Quarta-Feira, 18 de Setembro, às 8h30, no Auditório Adriana Chaves (Central de Salas), na Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação (FAAC), no Câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). 

 A palestra é gratuita e aberta ao público. 

Quem quiser receber CERTIFICADO deve fazer inscrição para a XXI Jornada Multidisciplinar na Secretaria do DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS (DCHU). Telefone (14) 3103-6064 

Há duas modalidades de  inscrições

Com APRESENTAÇÕES DE TRABALHOS de 22/08 a 05/09.

Para OUVINTES de 22/08 a 16/09.

Abaixo o link com todas as informações da XXI Jornada Multidisciplinar.

https://www.faac.unesp.br/?fbclid=IwAR1ABxS5QP5JCd_FtqD3P11VUHF6f0tFheo7ttrG4cXeTkAtxgMFy8WKpQ8#!/jornada-multidisciplinar-2019) .