Campanha para legenda nacional completa 14 anos

 

Resultado de imagem para legenda para quem não ouve mas se emociona

#Paratodoslerem: Logomarca da campanha. No e-flyer sob fundo preto encontramos quatro retângulos alternando fundo preto com letras brancas e fundo branco com letras pretas. Em fonte condensada, em caixa-alta, aparecem os dizeres: Legenda para quem não ouve, mas se emociona!

    O movimento “Legenda para quem não ouve, mas se emociona” é uma iniciativa para inclusão de legendas para surdos e ensurdecidos nas produções cinematográficas e em peças teatrais nacionais.

     A campanha completou 14 anos em maio de 2018, mas ainda recolhe assinaturas para tornar possível uma Lei Nacional que consiga suprir essa lacuna na acessibilidade das produções audiovisuais, garantindo o acesso a legendas, como o projeto de Lei Federal n° 256/2007

   Criada em 2004, pelo então estudante na Universidade Federal de Pernambuco, Marcelo Pedrosa, a campanha viralizou nas redes sociais. “Meu objetivo é aumentar o número de pessoas conscientes dos direitos dos surdos e, assim, ter força para lutar por um ideal de igualdade nas atividades de lazer. É oportuno lembrar a famosa frase: Se não houvesse esperança, não estaríamos lutando”, afirma Marcelo.

   Uma campanha semelhante, criada pelo psicólogo Pedro Assunção no Facebook em 2016, ganhou muito destaque no Twitter. Tratava-se de uma campanha por legendas em filmes nacionais na Netflix ou outras plataformas de streaming, o #Netflixparasurdover. No poster que viralizou no Twitter e no Facebook escontrávamos a mensagem: “Muita gente não sabe, mas pessoas surdas não estão assistindo aos filmes nacionais na Netflix, pois não tem legenda disponível”.

  De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva (DA), o que representa 5,1% da população brasileira. Pela falta de legendas em filmes brasileiros, muitos deficientes auditivos acabam optando por filmes legendados estrangeiros, tanto na internet, quanto nos cinemas. Ou seja, 5,1% da população brasileira não têm pleno acesso ao conteúdo cinematográfico produzido em seu próprio país.

  Parte das emissoras de TV disponibiliza legendas para surdos, a chamada closed caption (CC) ou legenda oculta, além das falas dos atores ou apresentadores e outros ruídos que ajudem na compreensão da cena, porém a televisão deve vir com a função de legenda que é acessada por meio de um menu, isso não funcionaria, portanto, para assistir pelo celular ou computador.

  O MATAV entrou em contato com a jornalista Ana Raquel Mangili, deficiente auditiva, para saber sua opinião sobre a temática: “Essa campanha existe há um bom tempo na internet, desde os tempos do Orkut já havia grupos de pessoas surdas organizadas, aquelas que têm como a primeira língua o português e não a libras. Por isso a importância das legendas, porque a interpretação em libras não adianta para quem não conhece o idioma. Até alguns usuários de libras apoiam essa campanha”. Diz Ana Raquel, que também é assessora de imprensa da ADAP, Associação dos Deficientes Auditivos de Bauru.

  A  campanha “legenda para quem não ouve, mas se emociona” procura chamar atenção nas redes sociais para o projeto Legenda Nacional, com o intuito de promover a inclusão e a acessibilidade à cultura no Brasil. Conheça mais sobre o projeto através do site  e vídeo oficial.

 

Anúncios

Acessibilidade é o tema da Semana do Tradutor/2018 – Unesp/IBILCE

semanadotradutor

A tradicional Semana do Tradutor, organizada anualmente pelos alunos e professores de Tradução da Unesp de São José do Rio Preto terá como tema este ano: ˜Caminhos da acessibilidade: o papel sociocultural da tradução”.

Nossa querida colega Bell Machado estará por lá falando de audiodescrição.

Curtam, participem e inscrevam-se!

 

https://38semanadotradutor.wixsite.com/unesp

 

 

 

#PraCegover é incentivo para a acessibilidade nas redes sociais

 A partir deste mês o Blog do MATAV incluirá as descrições de imagens postadas nos posts. Adoraremos a #paratodosverem.

Leiam a matéria feita pela Juliana Gonzalez sobre o início da campanha #paracegover.

A criadora do projeto #PraCegover é a professora Patrícia Silva de Jesus, ou como prefere ser chamada, Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva. A iniciativa da professora baiana teve início em 2012 através da hashtag no facebook, que se espalhou pelas redes sociais e deixou muita gente curiosa. A ideia era fazer os videntes se darem conta de que as pessoas com deficiência visual também utilizam as redes e têm direito de acesso aos conteúdos visuais, já que os leitores de tela ou linhas de Braille leem apenas a parte textual. Desse modo incentiva-se a criação de legendas descritivas das imagens com a hashtag #PraCegover, tornando o seu conteúdo mais inclusivo.

 

  Em sua página do facebook, Patrícia dá algumas dicas valiosas para a descrição das imagens nas redes sociais:

  1. Coloque a hashtag #PraCegoVer.
  2. Anuncie o tipo de imagem: fotografia, cartum, tirinha, ilustração…
  3. Comece a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo [a ordem natural de escrita e leitura ocidental]
  4. Informe as cores: Fotografia em tons de cinza, em tons de sépia, em branco e preto [se a foto for colorida, não precisa informar “fotografia colorida”, porque você vai dizer as cores dos elementos da foto na descrição e a indicação ficará redundante. Se você já vai dizer que a moça está de casaco vermelho, ao lado de flores amarelas, não preciso dizer que a foto é colorida].
  5. Descreva todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passo para o próximo ponto, criando uma sequência lógica.
  6. Descreva com períodos curtos [se posso falar com 3 palavras, não vou usar 5].
  7. Comece pelos elementos menos importantes, contextualizando a cena, e vá afunilando até chegar ao clímax, no ponto chave da imagem.

A imagem pode conter: 2 pessoas, tela

#PraCegoVer: Fotografia onde aparece o deputado Angelo Almeida ao lado da professora Patrícia Braille. Eles estão sentados na bancada do Plenarinho. Ao fundo, o slide projeta a marca Pra Cego Ver e um banner azul exibe a marca da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência.

  Essa foi a solução encontrada para os conteúdos compartilhados nas redes sociais, mas e o resto da internet? Nos sites da Web nos deparamos com uma quantidade infinita de imagens, sejam elas essenciais ou decorativas, fotos, pinturas, logotipos, gráficos, etc. Toda informação que esses signos visuais contém ficam inacessíveis já que os recursos de Tecnologia Assistiva não fazem sua leitura, eles apenas transformam o texto em áudio, porém, se a imagem carregar um texto descritivo nela, o leitor já pode ter acesso a esse conteúdo. Para tornar o conteúdo do seu site acessível, é preciso fazer a descrição da imagem utilizando o texto alternativo. Esse recurso consiste em inserir a legenda descritiva “dentro” da imagem, passando com o mouse sobre a imagem, podemos ler o texto alternativo. Nas páginas Web, o texto alternativo é inserido no atributo “alt” do elemento <img>, já para documentos digitais, adicione a descrição em “propriedades da imagem”.

Media for All 2019

O evento Media for All é um dos melhores espaços de integração de pesquisadores e profissionais da área de Tradução Audiovisual. Ocorre bienalmente e sua 8ª edição será em junho de 2019, na  Stockholm University com a organização geral de Jan Ivarsson, conhecido internacionalmente por suas pesquisas na área de legendagem.

O site do evento já está ativado com as principais informações e segue abaixo a carta circular com mais detalhes.

m4ALL

#paratodosverem

(descrição da imagem):  O e-flyer colorido e horizontal tem como fundo a cor azul clara e a logomarca da oitava edição do evento Media for All em destaque no centro. Letras e números compõem a logomarca. Aparecem da esquerda para a direita em caixa alta e em cor branca a letra M, o número quatro e a letra A, e por fim o número oito em cor rosa. No fundo da letra M aparece a ilustração de um recorte de película de filme na cor preta. Na linha abaixo da logomarca do evento aparecem em inglês e em fonte branca as informações sobre data, cidade e país do evento. 17 a 19 de junho, Estocolmo, Suécia.

https://www.tolk.su.se/english/media-for-all-8

 

1ª circular m4a8_cfp

 

Carnaval para todos: audiodescrição na Sapucaí 2018 Entrevista com Graciella Pozzobon

gracie2

 

Graciella Pozzobon é atriz, audiodescritora. Foi premiada como melhor atriz por sua atuação no documentário Cão Guia (1999).

O audiodescritor para descrever o Carnaval tem que ter mil olhos, porque ele tem que ver ao mesmo tempo muitas coisas (Graciella Pozzobon)

 

MATAV: Qual tipo de preparo ou treinamento que você e a equipe da Lavoro Produções fazem para audiodescrever o Carnaval no Rio de Janeiro?

Graciella: Um dois maiores desafios para nosso treinamento sempre é a questão do sigilo, as escolas de samba entregam muito pouco o jogo. E com isso a gente trabalha com o mesmo material que vai para as emissoras, as informações das escolas, do samba enredo, das alas, da estrutura da escola, o número de componentes etc. Nós não temos informação antecipada, as nossas contratações são feitas em cima da hora, dois ou três dias antes do evento.

Na primeira vez que fizemos a audiodescrição do carnaval do Rio de Janeiro, descrevemos todo o Sambódromo, a história da construção do local, da escultura do Niemeyer, fizemos uma descrição bem detalhada das arquibancadas e da estrutura física da passarela. Ou seja, a gente estuda os temas das escolas e os enredos. O carnaval tem uma questão muito subjetiva, a questão do nome da ala com a descrição dos detalhes ajuda muito a compreender o que está sendo passado naquele desfile. Temos que ir desvendando o que o carnavalesco quis dizer.

Para a preparação da AD do Carnaval em 2011, assistimos os DVDs dos desfiles dos anos anteriores e fomos treinando e ensaiando essa descrição. Foi uma coisa bastante engraçada, foi difícil fazer pela primeira vez, ainda mais na televisão.

No carnaval nós ficamos em uma cabine com visão privilegiada, isso ajuda muito a ver cada detalhe. Nós vemos a escola passar a dois metros de distância, é muito diferente de ver por uma tela, mas o treinamento com DVDS foi muito útil para nós entendermos a dificuldade que é descrever aquele imenso universo visual que é muito vasto e complexo de um desfile de escola de samba.

MATAV: Em 2018 houve algum desafio muito grande na AD do Carnaval da Sapucaí?

Graciella: Os desafios são constantes, pois é um espetáculo que tem muito imprevisto. Neste ano, no primeiro dia do desfile no Rio de Janeiro (domingo) estava um calor muito forte e muitas pessoas passaram mal desfilando.

E como a cabine de AD no Sambódromo fica na dispersão, na apoteose, a gente vê a escola chegando e finalizando o seu desfile. O que é muito bonito porque a gente vê a emoção dos componentes, a exaustão dos componentes e do pessoal que trabalha empurrando os carros. Vemos a emoção da diretoria toda ao vivo.

É um lugar muito legal, muito melhor, por exemplo, do que o início do desfile, onde está todo mundo certinho e tenso.

Enfim, neste ano muitas pessoas passaram mal e nós víamos os bombeiros, os componentes passando mal, sendo levados em cadeiras de rodas. Também apresentamos essas informações aos usuários. O audiodescritor para descrever o Carnaval tem que ter mil olhos, porque ele tem que ver ao mesmo tempo muitas coisas, por isso que trabalhamos em dupla porque um vai auxiliando o outro. Pois um vai auxiliando o outro e cada um vê uma coisa. Um pode ver o diretor da escola abraçado, chorando, por exemplo, e isso tudo também é descrito. Todas essas informações de bastidores, que é uma coisa muito incrível, a gente tem ali na nossa frente e na TV nós não temos esse tipo de informação. Só apresentam informações se há acidente ou um carro que quebra. Os imprevistos acontecem toda hora no evento ao vivo.

sambodromo5

MATAV: E sobre a emoção de trabalhar em um evento como este?

Graciella: É tão emocionante você estar na avenida, ouvir o samba, você fica envolvido naquela atmosfera do carnaval que por si só é muito arrepiante. O audiodescritor não precisa enfeitar ou trazer alguma carga de emoção pessoal porque o espetáculo sozinho já é muito poderoso. Mas é inevitável para o profissional trazer no tom da voz a emoção de ver aquelas coisas grandiosas e maravilhosas. A emoção não está exatamente na informação, ela está no tom do audiodescritor, por estar ali naquele lugar vendo ao vivo aquela informação visual tão mágica e tão incrível. Isso é o que eu acho que faz a audiodescrição ser tão empolgada, porque a gente não fica imune a esse impacto que o desfile causa.

MATAV: Vocês conseguem ter feedback dos usuários? Quais são?

Graciella: Conversamos praticamente com 100% das pessoas. Ficamos em um setor da prefeitura do Rio de Janeiro para pessoas com deficiência em geral: pessoas cadeirantes, cegas, surdas, com deficiências intelectuais variadas, dessa forma temos acesso a essas pessoas. Como é um trabalho de muitas horas, a gente chega por volta das 19h horas, o desfile começa às 21h e termina 6h da manhã, temos acesso a essas pessoas por muitas horas.

Nós sempre fazemos um registro em vídeo do trabalho de entrevistas com eles, para justamente ter esse retorno. Com isso nós conversamos de um a um, ao longo daquela noite toda, entrevistando e perguntando sobre a experiência com AD. Temos dois vídeos registrados, o de 2011 e o de 2016 (Youtube) e estamos acabando a edição do vídeo deste ano e são arrepiantes os depoimentos deles. Essas pessoas dizem: “Hoje eu vi”.

Há muitas pessoas cegas que são foliões, que vão à Sapucaí desde sempre e antes de ter a AD, eles ficavam apenas com o samba. Eu digo “apenas” porque comparado com a informação que eles têm com a AD é pouca coisa. Mas se formos pensar em termos gerais, é muito, porque o desfile é muito potente para quem está ali do lado.

É muito incrível você estar ali e ouvir a bateria passar. Ouvimos os depoimentos dessas pessoas que já iam à Sapucaí sem ter a experiência com a AD e passam a ter a descrição de todos os detalhes do início ao fim e percebemos como a AD é transformadora e maravilhosa para eles.

 

Carnaval para todos: audiodescrição na Sapucaí 2018 Entrevista com Lara Pozzobon

O carnaval do Rio de Janeiro é considerado um dos maiores eventos ao vivo do mundo. Uma grande festa que deve oferecer a toda e qualquer pessoa a possibilidade de ser inserida e incluída sem nenhuma barreira seja arquitetônica, de comunicação ou sensorial. Apresentaremos aqui no Blog duas entrevistas feitas pelo grupo MATAV com as profissionais da Lavoro Produções, equipe que realiza desde 2011 a audiodescrição (AD) ao vivo do Carnaval da Sapucaí.

 

lara-pozzobon-c3a9-responsc3a1vel-pelo-festival-assim-vivemos-e-o-projeto-teatro-acessc3advel

Lara Pozzobon é Doutora em Literatura Comparada (Literatura e Cinema) e produtora de cinema. A proprietária da Lavoro Produções é considerada pioneira e especialista em produção de eventos acessíveis, trouxe ao Brasil o Festival Assim Vivemos (Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência), primeiro festival brasileiro que ofereceu três recursos de acessibilidade sensorial em suas sessões (audiodescrição, legendagem para surdos e ensurdecidos e LIBRAS).

MATAV: Há quanto tempo a Lavoro Produções está envolvida com a AD do Carnaval no Rio de Janeiro?

Lara: A Lavoro Produções está envolvida com as audiodescrições no Carnaval do Rio de Janeiro desde 2011. A primeira vez que realizamos AD foi em 2011, depois em 2016 e este ano (2018) conseguimos novamente ser contratados para o serviço. Destaco que houve várias tentativas de aprovação da AD em todos os outros anos, mas não houve sucesso no diálogo com a equipe da RIOTUR.

 

MATAV: Quais os maiores desafios de fazer a AD dos desfiles de carnaval?

Lara: Há dois desafios: Reunir as informações e articulá-las com a descrição propriamente dita do que o audiodescritor está vendo. Ter a equipe escolhida para fazer esse trabalho, pessoas com conhecimento amplo de cultura e de elementos cênicos de Carnaval.

O maior desafio na primeira vez foi dar conta da quantidade enorme de informações que vem simbolizada em cada escola, em cada carro alegórico, em cada ala e em cada fantasia. Existe toda uma simbolização e quem assiste apenas a escola e não leu sobre o assunto ou não assistiu os comentaristas falando, não percebe e fica assistindo sem entender bem. Só pelo samba a gente não compreende todas as fantasias.

O mais difícil foi reunir todas as informações antes do desfile, porque boa parte das informações é sigilosa, são liberadas um dia antes ou no próprio dia do desfile. Depois que passa aquele momento do sigilo, a RIOTUR distribui para todos uma publicação com o resumo de todos os detalhes das escolas. Se a gente só descrevesse o que estivéssemos vendo, sem usar esse recurso não daríamos às pessoas com deficiência visual condições de igualdade para com os demais foliões que estão lendo o informativo. Então nós usamos as informações contidas nele para intercalar essas informações de simbolizações, de nomes das pessoas ou de algum outro detalhe histórico relacionado, que seja relevante para incrementar a descrição pura e simples do que estamos vendo passar na frente da cabine de AD. A gente usa as informações mais organizadas e sistematizadas para alinhavar com a descrição pura da imagem.

Outro desafio é fazer uma escalação apropriada para o gênero da audiodescrição. Escalar uma equipe que já tenha conhecimento ou capacidade de compreender rapidamente e saber identificar o que é mais relevante naquela imagem para fazer este trabalho.

Na minha equipe eu tenho dois carnavalescos, pessoas que amam o carnaval, que tem blocos e são atores. São pessoas que chegam com um entendimento da festa que é muito valiosa.

Na nossa equipe todos os audiodescritores são atores e geralmente entendem muito de figurinos, de tecido, de texturas, de elementos cenográficos, de todo o tipo de objetos cênicos e conhecem também muito a cultura brasileira, porque circulam na área, estudam e já têm o conhecimento. Aqui no Rio de Janeiro escolhemos atores-audiodescritores que já tivessem conhecimento de Carnaval, de personalidades, de pessoas conhecidas. Devem conhecer as celebridades, as personalidades ou a velha guarda de cada escola, as pessoas que estão passando ali na frente da cabine de AD.

 

sambodromo2

MATAV: Este ano quantos usuários foram pedir para ouvir a AD?

Lara: Nas três ocasiões em que fizemos AD, os ingressos foram distribuídos com aproximadamente 30 ou até 60 dias de antecedência do Carnaval e não se sabia se haveria AD. Eles são distribuídos antecipadamente para instituições de pessoas com deficiência das mais variadas. Como mencionei, a RIOTUR só nos contrata em cima da hora, com dois ou três dias de antecedência, infelizmente. Ou seja, a presença das pessoas com deficiências visual no Setor 13 não tem relação nenhuma com ter ou não ter divulgação da AD. Eu sempre digo que seria bom que isto seja decidido desde antes. De qualquer maneira, em 2018 tivemos um público de 20 a 30 pessoas em todas as noites que fizemos o trabalho.

MATAV: O que é necessário para que eventos como o Carnaval sempre tenham acessibilidade com qualidade e profissionalismo?

Lara: É importante que a sociedade em geral, o poder público e a mídia saibam que a AD é um direito do cidadão, como outros direitos que todo cidadão tem. A acessibilidade com qualidade e profissionalismo abarca várias questões, desde as licitações que nem sempre garantem a qualidade dos profissionais envolvidos e até questões peculiares do Brasil.

Seria interessante se as pessoas tivessem acesso ao hall de profissionais que já possuem experiência na área e sabem fazer de forma eficaz a AD. Valeria a pena conversar com profissionais experientes e não tão experientes de forma aberta para troca de informações. Em países desenvolvidos como o Japão, situações emergenciais são tratadas rapidamente sem a demora que envolve licitações e a burocracia que faz com que ações como a AD só sejam inseridas de última hora em eventos como o Carnaval.

 

 

Produção de legendagem ao vivo: colação de grau FAAC 2017/2018

Pelo segundo ano consecutivo a colação de grau dos cursos da FAAC foi realizada com recurso de legendagem ao vivo.

Na noite de 08 de março, houve a colação dos três cursos de Comunicação: Jornalismo, Radialismo e Relações Públicas e no dia seguinte, foi a vez dos formandos de Arquitetura, Design e Educação Artística.

A produção da legendagem foi promovida pelo MATAV e a transmissão foi feita ao vivo no FACEBOOK pela equipe da FAAC WebTV.

O processo todo envolveu legendista, revisão de mais de mil legendas, edição de formatos de legendas para a transmissão ao vivo, além de toda produção do evento que incluiu interação com o público que estava acompanhando pela canal da FAAC WebTV.

Foram seguidos os parâmetros brasileiros de legendagem para que pessoas com deficiência auditiva tivessem acesso a todos os discursos apresentados no evento.

Além das pessoas com deficiência auditiva, a legendagem permite que os discursos sejam acompanhados sem prejuízo algum, mesmo se houver ruídos no ambiente.

 

IMG_0919